Não sei se já repararam mas o YouTube está repleto de “especialistas” em criacionismo que afirmam conspirações ou simplesmente que a ciência não sabe aquilo que afirma. Obviamente, a maioria deles são americanos, curiosamente o mais famoso é canadiano. Já se sabe que eles têm todos a mania que toda a gente, mesmo que não percebam nada do assunto, têm o direito de dizer o que bem lhe apetecer. Tal resulta em duas coisas, apresentação de argumentos desonestos, o que é ainda mais repreensível visto o carácter religioso dos proponentes, ou simples ignorância.
A evolução não é uma teoria. A evolução é um processo que ocorre e não existem dúvidas sobre o assunto, já se sabia que ela ocorria antes do Darwin ter escrito o seu famoso livro. A única coisa de teórica é o modelo que usamos para a descrever, e é aqui que o nosso amigo naturalista de barbas entra. Por outras palavras a evolução existe, é na forma de explicar como ela ocorre que nós podemos estar errados. Contudo, vendo que a teoria funciona excepcionalmente bem, duvido que ela alguma vez possa ser descartada.

Cientistas têm estado há anos a tentar ofuscar a realidade que os porcos descendem de seres humanos.
Acho incrível ver pessoas que não compreendem como funciona o processo, diga-se de passagem que é relativamente simples, defenderem que a evolução não existe ou que está errada. Também me preocupou num episódio dos Contemporâneos em que me foi dado o “prazer” de apreciar dois tugas que renegaram a evolução: Tretas, então não foi Adão e Eva?, O Homem é Homem e o Macaco é Macaco. As vezes decepciono-me com as mentalidades, espero que sejam parte dos oito (não me obriguem a colocar aqui a palavra milhões) portugueses que levam o criacionismo a sério.
Dr. Dino e os 40 espantalhos
Especialistas como o mítico “Dr.” Kent Hovind (também conhecido por Dr. Dino) que agora está preso por fuga fiscal. Note-se que lá porque ele tem um doutoramento falso, faz palestras falaciosas sobre um assunto que não quer compreender e andou a evitar pagar impostos isso não implica que ele não possa ter razão sobre o que diz. Na realidade não tem, mas enfim. Este senhor doutor e companhia fazem o favor de apresentar uma versão falsa da que tentam refutar. Tentando-a fazer parecer ridícula. Entre as artimanhas tentam incluir o Big Bang na “Teoria da Evolução”.
O que é começar mal, porque é mentira. Visto estarem inutilmente a tentar misturar teorias de duas áreas distintas da ciência: Astronomia e Biologia. O Big Bang é simplesmente o modelo cosmológico mais apoiado, quer pela comunidade científica quer pelas evidências. Contudo tanto faz que se use um Universo do Big Bang ou outro qualquer (Estado Estacionário, Estado Quase Estacionário, Universo Estático, …) a evolução irá acontecer,a partir do momento em que se tenha uma forma de vida que se possa replicar.

Não paguei os impostos do carro, da casa, dos lucros, dos bens...
Cosmólogos e astrofísicos não afirmam que o Big Bang apareceu do nada. O assunto é complicado, visto que perguntar o que aconteceu antes do Big Bang é uma pergunta que é capaz de ser impossível de responder. Porque antes implica a existência de tempo, mas como o tempo e o espaço foram criados a quando do Bang, torna-se complicado responder pois o tempo como o conhecemos não existia.
Tentam também misturar a origem da vida. Contudo a abiogénese não é o mesmo que a geração espontânea. A geração espontânea foi refutada experimentalmente por Francesco Redi (1626 – 1697). Louis Pasteur (1822 – 1895) fez experiências similares, que levou a origem da teoria dos germes e a teoria celular. A geração espontânea é uma ideia datada que afirma que formas de vida simplesmente aparecem do nada. Pasteur conseguiu provar que a fermentação é causada por micro-organismos que infectam os alimentos e se reproduzem.
Chuck Missler outro criacionista, tentou refutar a evolução com o argumento da manteiga de amendoim. Segundo ele como existe nos frascos de manteiga de amendoim matéria, e como eles são expostos à luz, ou seja energia, deveria de tempos a tempos aparecer vida nos frascos. Portanto (segundo ele, note-se) a indústria alimentar é construída no princípio de que a evolução é falsa.
Isto é o típico argumento do espantalho. Usa-se uma posição que o oponente não afirma, uma posição falaciosa e mais fácil de atacar e usa-se o espantalho para refutar o argumento. Novamente os cientistas há muito que largaram ideias como a geração espontânea. Todo o argumento do senhor Missler é ridículo e é praticamente tão famoso entre as falhas criacionistas como o argumento da banana do Ray Comfort.
Dr. Ben Stein & Mr. Desenho (pouco) Inteligente
No documentário Expelled: No Intelligence Allowed apresentado por uma besta chamada Ben Stein. Que além de super falacioso, o nosso querido apresentador sendo judeu, achou boa ideia tentar insinuar que o Nazismo foi provocado pela teoria da evolução. Tem uma cena nojenta em que ele se mete junto a uma estátua do Darwin e fica a olhar para ela com uma cara repreensiva. Segundo Ben Stein, em entrevistas a promover o documentário afirmou que: A ciência leva-te a matar pessoas.
Não deixa de ser curioso saber que Hitler além de ser um cristão católico, era também um criacionista que negava a evolução, e que pensava que estava a fazer uma tarefa divina. Hitler acreditava noutras parvoeiras, por exemplo que a Terra era oca, e em coisas do obscuro. O pseudo-documentário também tenta implicar que a evolução é a origem do comunismo, fascismo e ateísmo. Não sendo verdade para nenhum dos casos.

Só fui pescar o Expelled para referir que no *documentário* na parte reservada à entrevista a Michael Ruse, onde ele afirma que as formas de vida iniciais podem ter tido uma origem associada à síntese de cristais. Os editores do documentário decidiram ridicularizar a ideia tentando associar os cristais que Ruse fala com bolas de cristais mostrando um clip de um filme a preto e branco com um adivinho. Obviamente quem sabe que os cristais são estruturas super organizadas, que ao crescerem parecem reproduzir-se, a associação a formas primitivas de vida com cristais não é uma ideia que possa ser ridicularizada. Stein e os amigos produtores do filme, contam com a ignorância dos espectadores para passarem esta mensagem.
Breve resumo da “pré-história” da Evolução Moderna
O criacionismo parte da ignorância. A ideia base foi criada há alguns milhares de anos, certamente, desde o momento em que o Homem se perguntou de onde raio é que nós saímos? A explicação óbvia para o qualquer um que se perguntou isto sem qualquer conhecimento científico era que o Sol ou outro deus qualquer, o tivesse criado por processos mágicos e fantásticos da forma que já era. Apesar disto responder a qualquer pergunta, na realidade não responde a nada, porque não serve para fazer predições.
Ninguém se lembrou de algo semelhante à evolução durante muitos anos porque ninguém conhecia o mundo. Não haviam registos de muitos animais. A dissecação chegou a ser considerada um crime, o que não ajudou em nada o progresso científico e não se conheciam espécies extintas preservadas como fósseis, além disso diferentes culturas conheciam diferentes seres. Os africanos conheciam leões e zebras. Enquanto que os europeus conheciam pássaros e javalis. Os indianos tinham tigres e elefantes. E relativamente a estes conhecimentos básicos, em que se restringiam a chamar ao animal aquilo que quisessem e, por outro lado, limitavam-se a reconhecê-lo, os mitos surgiam sempre associados aos seres que eles conheciam.

Por isso é que a arca de Noé é miseravelmente pequena para conseguir ter um casal de todos os seres , mesmo contando só aves não voadoras, repteis e mamíferos, em resumo só os animais que respiram pelas narinas. Foi feita para caberem os animais que eram conhecidos pelos hebreus. Claro, os seres microscópicos ficaram de fora, tal como os insectos. Ora se a arca tinha 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, segundo a Tora que tenho aqui. Sendo um côvado igual a 52,4 centímetros. Façam as contas e verão que temos uma arca com cerca de 160 metros de comprimento, 26 metros de largura e 16 metros de altura. Pode parecer enorme, mas não é.
Primeiro a medida de um côvado parece ter aumentado ao longo do tempo, a medida que o homem se alimenta melhor ocorre um aumento da sua estatura. Infelizmente não faço a menor ideia de como calcular o volume da arca, vou assumir erradamente como se ela era um paralelepípedo, o que a fará maior do que o tamanho real. E assim posso concluir que ela teria menos de 66 mil metros cúbicos. Pode parecer muito, mas depois de colocarmos um par de elefantes, hipopótamos e mais uns poucos o espaço desaparecia num instante. Não cabem lá tantos animais quanto se reza. Claro que gostava de ver um gajo com a tecnologia do Noé conseguir fazer uma arca tão grande, especialmente sem conhecimentos de mecânica de fluídos.
História da Evolução Moderna
A questão sobre a origem do Homem não foi levantada até ao renascimento, uma fase cultural em que o antropocentrismo começa a ter um papel importante. Apesar de haverem algumas ideias que remontam à grécia antiga. Neste período o conhecimento era necessário para o Homem ser perfeito, tivemos grandes cabeças desse tempo, sendo Leonardo da Vinci o mais conhecido. Os descobrimentos, e não propriamente os portugueses e espanhóis, levaram ao conhecimento de novos seres. Um pequeno passo em direcção ao progresso.
Só no século XVIII é que se começaram a classificar os seres vivos, essa classificação teve uma maior complexidade com o passar dos anos, mais seres eram descobertos e mais características eram apresentadas para cada um, que fossem elas anatómicas ou comportamentais.
A classificação que estamos habituados em dois nomes, como por exemplo Canis Lupus (o lobo cinzento) foi inventado por Carlos Lineu (1707 – 1778). Lineu era um criacionista e achava que o Deus cristão colocou os seres vivos de forma a serem facilmente classificados.

George-Louis Leclerc (1707-1788), mais conhecido por Conde de Buffon, após ter passado muitos anos a analisar anatomicamante fósseis de seres extintos e esqueletos, afirmou que a espécies provavelmente se transformavam ao longo do tempo. Mas nunca chegou a um principio muito importante da evolução: os seres têm uma origem comum.

O primeiro evolucionista realmente convicto foi Lamarck (1744-1829). A teoria evolutiva de Lamarck, defendia que os seres se adaptavam ao meio, esforçando-se para isso. Esta teoria está baseada em duas leis:
- Primeira Lei: Em cada animal que não passou o limite do seu desenvolvimento, um uso mais frequente e contínuo de um certo órgão torna-lo-à (o órgão) mais forte, desenvolvendo-o e aumentando o seu tamanho, crescendo proporcionalmente ao tempo que é usado. Por outro lado o desuso permanente de um dado órgão imperceptivelmente torná-lo-a mais fraco deteorizando o órgão, progressivamente diminuindo a sua funcionalidade até que finalmente desapareça no processo evolutivo.
- Segunda Lei: Todas as aquisições ou perdas naturais nos indivíduos, devido a influência do meio em que a sua raça se encontra há muito tempo, leva ao uso ou desuso permanente de um certo orgão. Estas características são preservadas pela reprodução, passando aos novos indivíduos as modificações ganhas pelos seus progenitores/progenitor.
Contudo sabe-se que os seres não se adaptam ao meio, o meio é que selecciona os mais aptos, a isto chama-se selecção natural, um dos pilares da teoria de Charles Darwin (1809-1882). Com 22 anos, já Lamarck havia morrido, Darwin parte numa expedição a bordo do Beagle. Segundo a lenda, quando chegou as ilhas Galápagos no Pacífico, encontrou várias espécies de animais, entre os mais famosos temos as tartarugas e os tentilhões.
Mais tarde quando analisava os dados que obteve durante a sua viagem questionou-se se seria possível que os animais das diversas ilhes tivessem uma origem comum. Darwin que fora criador de pombos, sabia que a selecção artificial permitia-lhe escolher os pombos com características vantajosas. Postulou que no caso das tartarugas podia-se ver claramente que ambas eram facilmente identificáveis como tartarugas, mas uma estava mais “apta” a sua ilha e a outra igualmente mais “apta” a respectiva ilha. O mesmo se aplicava as diversas raças de tentilhões que encontrou pelas diversas ilhas.

A teoria que Darwin apresentou Na a Origem das Espécies por meio de Selecção Natural, ou a Preservação de Raças Favoráveis na Luta pela Vida, este era o título original. Darwin sabia pelos trabalhos de Thomas Malthus (1766 – 1834) que o crescimento das populações propaga-se exponencialmente. Contudo por outro lado, os alimentos produzem-se aritmeticamente. Por exemplo se a população se propagar por uma função exponencial como x^2 (1,4,9,16,25,…), os alimentos poderão crescer por uma função afim como 2x (2,4,6,8,10,12,…). Devido a escassez de alimento os seres terão de competir para o obterem. O mecanismo de Darwin processa-se do seguinte modo:
- Existe uma população inicial com variedade de características.
- As espécies produzem mais descendentes do que aqueles que podem sobreviver, devido a escassez do alimento ao fim de umas gerações.
- Existe entre os indivíduos luta pela sobrevivência e reprodução.
- Devido a variedade inicial de características alguns dos seres têm maior possibilidade de sobreviver e reproduzir, passando as suas características a geração seguinte.

Contudo estas conclusões não foram exclusivas de Darwin, Alfred Wallace (1823 – 1913) que trabalhava na Malásia, chegou basicamente as mesmas conclusões de Darwin. Ambos não foram capazes de explicar a existência da variabilidade inicial de uma espécie nem como eram transferidas as características para nova geração. O primeiro passo para a explicação deste fenómeno foi feito pelo padre Gregor Mendel (1822 – 1884), que é considerado o pai da genética. As conclusões que apresentou só foram foram realmente compreendidas na década de 40 do século XX, com a descoberta da molécula de ADN e progressivo estudo. Foram encontrados entre os papeis de Darwin uma carta que lhe foi enviada por Mendel, contudo o conteúdo não lhe foi útil por estar escrita em alemão.

Hoje sabemos que as mutações genéticas causadoras das variabilidade dos indivíduos é resultante de erros durante a replicação do ADN durante a meiose (fenómeno que serve para formar os gâmetas). Podendo ocorrer simplesmente por um erro na replicação da molécula inicial de ADN ou durante o crossing-over, em seres com reprodução sexuada ocorre com mistura de cromossomas dos progenitores, transmitindo características dos progenitores para os seus descendentes. As mutações genéticas podem ser benéficas ou não. Por exemplo numa espécie de ratos brancos em que existe um rato cinzento, e esta espécie é predada durante a noite, o rato cinzento tem maior probabilidade de sobreviver em relação aos outros.
Os criacionistas apresentam como resposta a toda a “teoria evolucionista” que faltam seres na árvore da evolução, os tão afamados missing links. Esses missing links representam fósseis que não foram encontrados. Ninguém até hoje afirmou que vamos encontrar fósseis de todas as espécies de seres que alguma vez existiram. A fossilização é um processo relativamente raro e só ocorrem em condições propícias. Por exemplo, basta haver oxigénio a mais na bacia de sedimentação para que não se forme um fóssil, porque as bactérias aeróbias irão sobreviver e digerir o indivíduo.
A controvérsia que não existe entre os especialistas
A micro-evolução é uma parte importante para o debate segundo os criacionistas, eles admitem que existe a micro-evolução mas a macro-evolução não ocorre. Bem tenho a dizer que a não existe diferença entre a micro-evolução, macro-evolução e evolução. A micro-evolução é evolução, é a evolução que ocorre numa espécie num período de tempo reduzido, o tempo de vida dos seres humanos. Claro que não iremos observar macro-evolução, visto que a evolução é gradual e lenta, não vai sair de um cavalo um animal totalmente diferente, pode aparecer uma espécie diferente, mas as diferenças serão insignificantes.
Os criacionistas falam de kinds em vez de espécie. Não definem o que um kind é, tanto é que nem vou traduzir kind para tipo, visto o significado tão obscuro que lhe atribuem. Dizem que a evolução só ocorre entre o mesmo kind, mas não se vêem animais a transitar de um kind para outro. Isto implica que teriam que existir dois tipos de ADN, um que modifica dentro do kind e outro que não. Contudo sabemos bem que isso não é verdade.
Afirmam também que nunca foi observada a transição entre espécies (ou kinds) o que também não é verdade. Um grupo liderado por Richard Lenski está há mais 20 a trabalhar com bactérias E. Coli, onde efectivamente observaram as bactérias a evoluir. Separadas em 12 grupos as bactérias apresentam agora diferentes características tendo todas partido da mesma população inicial. Um dos grupos conseguiu crescer em ácido cítrico.

And like Joe Pesci it doesn't fuck around.
Hovind supostamente oferece 250 mil dólares a quem apresentar uma prova empírica da evolução. Isto é, supostamente, pois analisando as “regras” da coisa vemos que não é tão fácil, nem sequer é possível. Primeiro existe uma nota que afirma que quando refere evolução, não se refere a micro-evolução. Ou seja, temos que apresentar uma prova empírica da evolução mas não podemos usar uma parte da evolução, a evolução que ocorre durante o tempo de vida humano. Temos de provar a evolução sem usar a evolução. Algo que já foi feito muitas vezes, mas os criacionistas recusam-se a admiti-lo.
A evolução é uma realidade. Temos como provas os órgãos homólogos que em alguns casos são vestigiais. Por exemplo uma baleia que é um mamífero, tem à semelhança dos seus “semelhantes” terrestres, um par de ossos que lhe são inúteis: a pélvis e o fémur. Não existe razão para que Deus ou o Desenhador Inteligente tenha enfiado um fémur e uma pélvis na baleia, porque lhes é inútil. Claro que as semelhanças entre o Homem e os outros primatas são óbvias. A existência de um enorme número de fósseis dos nossos ancestrais prova sem qualquer dúvida que somos símios. Temos de facto tantos fósseis que estão a haver problemas sobre que espécie classifica-los.

Isto acontece porque um Homo Habilis não dá a luz um Homo Erectus sem mais nem menos. A evolução só se nota quando analisamos intervalos de gerações muito grandes. Por isso quando temos uma cadeia de fósseis completa, não podemos atribuir concretamente uma espécie a um dado fóssil. É como se imaginarmos o gradiente de cores que parte do Violeta até ao Vermelho, como temos em qualquer Software de edição de imagem. Podemos dizer que temos Amarelo e Verde, mas se ampliarmos o suficiente e formos caminhando pixel a pixel do Amarelo para o Verde, quando é que começa o Verde? Não se pode atribuir, a não ser de forma arbitrária o autocolante de Verde a uma cor, visto que a transição é tão suave.
O desenvolvimento humano foi uma receita que só podia ter dado aquilo que deu. Um ponto fundamental que proporcionou o desenvolvimento da inteligência foi a mão, resultante de uma mutação genética, ou uma colecção inteira delas. Uma mutação muitas vezes só altera algo no organismo quando outras anteriores já tomaram lugar. Tanto é que a grande maioria das mutações genéticas são neutras, e não afectam em nada o organismo. As mutações genéticas não são um processo puramente aleatório. Por muitas razões, entre as quais como o ADN é uma molécula a sua estrutura é gerida pelas leis da física, em especial atenção para o electromagnetismo, e por isso nem todas as combinações são possíveis.