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	<title>Perspectivas Abertas &#187; Ciência</title>
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	<description>Servem-se pequenas e saudáveis doses de ódio e ciência com aroma a baunilha.</description>
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		<title>Ray Comfort, o Homem Banana</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 18:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Darwin]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem não conhece Ray Comfort é um criacionista, mais conhecido por Homem Banana devido a uma pseudo explicação que deu sobre o suposto desenho super inteligente que as bananas têm, e que para ele é prova mais do que suficiente para provar a existência de Deus. Geralmente o Ray anda acompanhado por um gajo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não conhece Ray Comfort é um criacionista, mais conhecido por Homem Banana devido a uma pseudo explicação que deu sobre o suposto desenho super inteligente que as bananas têm, e que para ele é prova mais do que suficiente para provar a existência de Deus. Geralmente o Ray anda acompanhado por um gajo ainda mais estúpido chamado Kirk Cameron, que é um actorzeco que fez umas séries nos anos 90, e que desde então se não se dedicasse a estas maluqueiras já tinha ido a falência.</p>
<p>Ray é o típico evangelista americano, se bem que na realidade ele é da Nova Zelândia, mas isso são pormenores irrelevantes. Este tipo de evangelista tem sempre a mesma história inicial. Segundo os próprios, não tinham qualquer religião, ou tiveram uma educação com muito pouca religião (Ray Comfort), ou então eram ateus (Kirk Cameron), ou então eram sacerdotes de Satanás &#8211; Este é o caso de um gajo que estava na igreja luterana no documentário <em>Religulous</em>, ou uma maluquinha que apareceu no <em>Soldiers of the Army of Jesus</em>, que disse que antes de se converter fazia abortos como se não houvessem consequências. Será que sou o único a ver aqui um certo padrão? Parece-me óbvio que eles querem que se acredite que antes de &#8220;renascerem como cristãos&#8221; eram pecadores mesmo grandes, ou então que suportavam o outro lado, e a este ponto sou quase capaz de apostar que isto é tudo treta.</p>
<p><strong>Páginas:</strong> <a href="http://perspectivas-abertas.org/ciencia/ray-comfort-o-homem-banana/1/">1</a>  <a href="http://perspectivas-abertas.org/ciencia/ray-comfort-o-homem-banana/2/">2</a>  <a href="http://perspectivas-abertas.org/ciencia/ray-comfort-o-homem-banana/3/">3</a>  <a href="http://perspectivas-abertas.org/ciencia/ray-comfort-o-homem-banana/4/">4</a>  <a href="http://perspectivas-abertas.org/ciencia/ray-comfort-o-homem-banana/5/">5</a></p>
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		<title>O Desenho Económico</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 12:24:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou de volta, e também estou de volta com os meus amáveis posts sobre criacionismo. Pelos vistos os amigos do John Hartnett e do nosso sempre querido Kent Hovind trabalham bem e nunca decepcionam nas suas pseudo-teorias. E ao fim de um dado tempo lá arranjam uma boa dose de non-sense a volta de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta, e também estou de volta com os meus amáveis posts sobre criacionismo. Pelos vistos os amigos do John Hartnett e do nosso sempre querido Kent Hovind trabalham bem e nunca decepcionam nas suas pseudo-teorias. E ao fim de um dado tempo lá arranjam uma boa dose de non-sense a volta de uma destas &#8220;hipóteses científicas&#8221;. Hoje voltamos ao Desenho Inteligente.</p>
<p>Esta parte de um dos temas essenciais para quem já ouviu falar na teoria da evolução, os órgãos homólogos. Para quem não sabe o que são órgãos homólogos digamos que são órgãos de diferentes seres que têm características semelhantes, mas podem ter funções diferentes, e a explicação para isso é de que provêm de um ancestral comum, claro que para aceitar isto têm de ser uns daqueles hereges do pior que acreditam no Darwin, como por exemplo, eu. Existem centenas de exemplos, mas o melhor é mesmo dar uma vista de olhos a uma imagem que roubei a Wikipédia inglesa:</p>
<p><a href="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/Handskelett_MK1888.png"><img class="alignnone" src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/Handskelett_MK1888.png" alt="" width="600" /></a></p>
<p><em>O pesadelo do criacionista, este antes de se deitar olha para debaixo da cama para ver se não está lá nenhum órgão homólogo.</em></p>
<p>O meu exemplo favorito, e que alguns de vocês já devem conhecer é a existência de um osso, a Pélvis, nas baleias. Neste caso trata-se de um órgão homologo, mas totalmente inútil para a baleia, e por isso designa-se de órgão vestigial. Ainda existem casos de órgãos análogos, que são diferentes dos outros, e que são por exemplo as asas de um morcego e de uma ave. A diferença é que apesar de os órgãos terem funções iguais provêm de origens diferentes, ou seja as aves descendem dos dinossauros que são praticamente répteis, por outro lado os morcegos descendem de mamíferos, daí que os órgãos não sejam semelhantes.</p>
<p>A questão desta vez tem foco em especial nos órgãos vestigiais e homólogos em que os nossos adorados defensores do desenho inteligente mostram que são resultado de algo a que chamaram de desenho económico. Por outras palavras Deus, o ser omnipotente e omnipresente senhor de tudo e mais alguma coisa e, claro, desenhador-mor. É forçado a usar uma série de modelos criados por ele, mas que talvez por compaixão ou alguma forma de nostalgia não lhes pode remover partes que já não lhes convém, como a pélvis na baleia, e por isso deixa-os lá.</p>
<p>A analogia feita por estes é que em certos casos na indústria, os seres humanos fazem uso intensivo deste tal de desenho económico. O que não deixa de ser verdade, contudo os seres humanos nestes casos dependem de algo, que é a economia, e por isso por vezes são forçados a criar produtos baseados nesse princípio. Ainda assim, não me recordo de nenhum caso em que se tenha feito algo relativo a isto num produto em que este tivesse uma característica que lhe fosse totalmente inútil. Agora, afirmar que Deus está limitado da mesma forma que os humanos, é no mínimo decepcionante para estes nossos amigos, sempre esperei que fosse minimamente superior&#8230;</p>
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		<title>O Universo com 6 mil anos</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Dec 2009 22:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Big Bang]]></category>
		<category><![CDATA[Criacionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Criação]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
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		<category><![CDATA[Kent Hovind]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu muito entretido pela Internet até que deparei-me com um site de uma tal de Creation Ministries International, que por trás está uma colecção de criacionistas a maioria deles australianos. A semelhança do nosso grande amigo Kent Hovind estes também são daqueles que pensam que o Universo só tem 6 mil anos. Aposto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu muito entretido pela Internet até que deparei-me com um site de uma tal de <em><a rel="nofollow" href="http://creation.com/">Creation Ministries International</a></em>, que por trás está uma colecção de criacionistas a maioria deles australianos. A semelhança do nosso grande amigo Kent Hovind estes também são daqueles que pensam que o Universo só tem 6 mil anos. Aposto que o Hovind só não está na lista porque foi preso por fuga ao fisco. Alguns podem pensar que isto foi uma coisa excelente ele ter acabado na prisão, mas se querem que vos diga aposto que por esta altura já deve ter convertido para as suas pseudo-teorias uma boa dose dos seus novos amigos e companheiros, incluindo alguns dos guardas.</p>
<p>Deixando o Hovind em paz que deve ter muito que brincar com os seus novos colegas, apresento hoje o Dr. John Hartnett. Sim, este parece que é mesmo doutor, não é daqueles gatos pingados que fazem de conta como o Kent. Está também na hora de apresentar outra novidade: a <em><a rel="nofollow" href="http://creationwiki.org/">CreationWiki</a></em>. Se pensavam que a <em><a href="http://www.conservapedia.com/">Conservapedia</a></em> era uma obra prima, esta mete-a a um canto. Se não acreditam façam uma pesquisa na <em><a href="http://en.wikipedia.org/">Wikipédia</a></em> e na <em>CreationWiki</em> sobre o <em>Big Bang</em>. Aparentemente são iguais, mas quando analisarem o tamanho dos problemas apontados, ou melhor ainda, evidências contra, e vão perceber do que estou a falar.</p>
<p>Uma visita a <em>CreationWiki</em> com o nome John Hartnett irá apresentá-lo muito bem, resumidamente, é um professor de física da <em>University of Western Australia</em>. Este é o tipo de indivíduo que levou aquela &#8220;pequena&#8221; lavagem cerebral da igreja quando era pequeno, e quando já era homem, um dia de manhã a fazer a barba olhou-se ao espelho, e pensou: <em>&#8220;Olha, sou tão bonito que só posso ser uma obra de Deus, só pode</em>&#8220;. Por isso achou boa ideia lavar o que ainda restava do próprio cérebro e aproveitar para fazer o mesmo a mais alguns que encontrasse pelo caminho.</p>
<p><a href="http://ceaz3r.deviantart.com/art/creationism-94400849"><img src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/creationism_by_ceaz3r.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p>A pergunta que se me impõe sempre é que raio é que os cristãos podem querer mais que o <em>Big Bang</em>? Vá, a teoria não é propriamente religiosa, mas encaixa bem dentro das tretas que estes gajos querem tanto acreditar. Aí têm uma criação, agora metam um deus a desencadear o <em>Bang</em> e a dar uma vista de olhos a volta do seu trabalho. O Papa João Paulo II, que sendo papa, fora a maior autoridade realmente existencial da igreja católica, foi pelo menos esperto o suficiente para dizer que o <em>Big Bang</em> está de acordo com as crenças cristãs. Agora vêm estes malucos dizerem que não, nada disso, o Universo só tem 6 mil anos.</p>
<p>Claro que se estes viessem com o <em>Big Bang</em> eu iria usar os meus bons e velhos truques para tentar limpar Deus da equação. A questão é simples, existem para aí alguns físicos que estragam tudo quando começam a dizer que o <em>Big Bang</em> parece o Génesis, a ideia é de que Deus desencadeou o nascimento do Universo, visto que neste modelo ainda não existe uma causa provocadora, e por um lado compreendo, porque não vejo onde a possam arranjar. Mas a questão que se segue é de onde veio Deus? A resposta destes é, geralmente, Deus criou-se a si mesmo. Mas se Deus criou-se a si mesmo, porque raio é que o Universo não o pode fazer? Sim, porque raio é que não removemos Deus da equação, e simplesmente dizemos que o Universo criou-se a si mesmo?</p>
<p>Toda esta série de pseudo-teorias seria facilmente evitável com um simples processo: Sempre que um físico que queira ter qualquer relação com a astronomia, no fim do curso seria levado para um quarto escuro. Quando digo escuro, quero mesmo dizer escuro, nenhum tipo de radiação lá dentro. Se o gajo é católico iriam buscar aqueles nossos amigos da Maçonaria, que eles tanto gostam, e davam-lhes um daqueles rituais de iniciação de que são normalmente acusados. Por fim, o gajo ficava dentro do quarto durante mais três dias sem comida e totalmente isolado. No fim, dois gajos com um holofote chegavam-se perto dele, injectavam-lhe o dito soro da verdade e com o holofote apontado a cara do candidato, perguntavam-lhe como é que ele achava que o Universo havia começado. Se ele dissesse por exemplo, o Universo não começou e é estático, os gajos diriam &#8211; <em>&#8220;Ok, podia ser melhor, mas está bem, passaste.&#8221; </em>- Iam buscar uma daquelas canetas com <em>flashes</em> que apagam memórias ao estilo do <em>MIB</em>. Por outro lado se a resposta fosse Deus fez o Universo há 6 mil anos, os inspectores simplesmente diriam &#8211; <em>&#8220;Não, não dá pá. Veste lá este colete de forças que vais agora para um quarto branquinho.&#8221;</em></p>
<p>Podia tentar ser um pouco simpático com estes tipos, mas não dá, eles são malucos. Este dito Hartnett baseia-se nos trabalhos do Halton Arp. O Arp diz que as nossas interpretações do desvio para o vermelho (<em>redshift</em>), que é dado como um indicador do afastamento das galáxias, estão erradas. Primeiro, temos de ser modestos porque os trabalhos deste só envolvem alguns Quasares, e entre se admitir que podemos estar errados quanto ao desvio para o vermelho ainda vai uma distância boa até se poder dizer que o Universo não se está mesmo a afastar.</p>
<p>Os Quasares são tidos como os objectos mais distantes de nós, e admitindo o Big Bang como modelo eles são aquilo que existiria neste local do Universo há uns bons milhares de milhões de anos. Tal deve-se a que a luz move-se a uma velocidade limitada, e por isso quanto mais longe apontarmos os telescópios mais antiga é a luz que vemos de lá. Se observarmos um objecto a 10 mil milhões de anos-luz, quer dizer que a luz saiu de lá há 10 mil milhões de anos, e por isso vemos o objecto como ele foi no tempo em que a luz saiu de lá, e não como é actualmente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://nataliie.deviantart.com/art/Flying-Spaghetti-Monster-85380490"><img class="aligncenter" src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/Flying_Spaghetti_Monster_by_Natalii.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p>Em 6 mil anos nem sequer podemos ver a nossa própria galáxia como deve de ser, não existe tempo para os fotões fazerem a viagem. Mesmo que os Quasares estejam na vizinhança cósmica como defende o Arp, isso não resolve problema nenhum para estes tipos. Estive para aqui a ver o Génesis, e pelo que percebi ele criou o Espaço no primeiro dia: <em>«No principio, Deus criou o céu e a terra.»</em> Ora, para criar isto precisou de espaço, certo? Quanto a origem do Tempo, é decepcionante não encontrar algo, será que o fez ao mesmo tempo que o Espaço? Vou assumir que sim. Isto no primeiro dia.</p>
<p>Pelos vistos Deus levou 5 dos 6 dias ocupado com material da Terra, e claro com o Sol. Tendo-se ocupado do resto do universo só no quarto dia. Então ele levou 5 dias para fazer isto? A Terra é o melhor que ele consegue fazer? Maldita decepção, cinco dias de trabalho, deixem-me que vos diga para um ser supremo não estou de forma alguma admirado. Quer dizer 5 dias para o Sistema Solar (isto é, entre aspas, porque não há referência aos planetas) e um único para os triliões e triliões de estrelas e outros objectos no Universo. Está-me a parecer que ele só teve vontade de trabalhar a sério no quarto dia.</p>
<p>Portanto no primeiro dia temos o Espaço, o Tempo e a Terra. E de onde raio é que saiu o resto? Apareceu magicamente? <em>Puff!</em> E apareceram galáxias recheadas de estrelas por tudo quanto é sítio. Voltando ao tamanho do Universo, tenho a dizer que é impossível que ele tenha sido formado em tão pouco tempo. Eu já tenho problemas com o pouco tempo que passou num Universo com o <em>Big Bang</em>, e agora vêm estes gajos dizer que o Universo é uma milionésima insignificante desse tempo.</p>
<p>Só existe uma forma de explicar isto que é pela <em>VSL</em> (<em>Variable Speed of Light</em>) ou se quiserem <em>c-decay</em> (decaimento da suposta constante <em>c</em>, que é a luz). Admito que a <em>VSL</em> é uma maneira muito inteligente de tentar solucionar alguns dos problemas do <em>Big Bang</em>, como alternativa a Inflação Cósmica. Contudo existe um grande problema, que é extremamente agravado num Universo com 6 milénios. O problema é que se a velocidade da luz foi ficando mais lenta com  o tempo, então podemos verificá-lo. A diferença é que num Universo <em>à lá Big Bang</em>, temos 13,7 mil milhões de anos e a redução deve ser suave, e por isso mais difícil de verificar. Agora em 6 milénios tem de existir uma super velocidade da luz original, para dar tempo a luz para se deslocar pelo cosmos num período de tempo tão pequeno.</p>
<p>A diferença de tempo é tão pequena e a medir pela velocidade da luz original, poderíamos fazer um teste relativamente simples. Visto que a velocidade da luz tende a decair para um valor muito inferior num período de tempo como 20 anos, que representaria 1/300 desde a génese do Universo, poderíamos ver a velocidade a cair. A não ser por acção de uma força divina, o que seria &#8220;batota&#8221; para um cientista, não faz sentido que o decaimento não continue. Diga-se que tanto quanto sei, a velocidade da luz ainda é tida como constante há muitas décadas.</p>
<p>A Terra tem de facto 4600 milhões de anos, tanto esta como o resto do Sistema Solar. Não há volta a dar, o Universo tem de ser mais velho que isto. Tanto é que tem de ser bem mais velho. Visto que todos os elementos acima do Hidrogénio e do Hélio são formados nas estrelas, e isto também depende do tamanho destas, precisamos de pelo menos uma ou duas gerações de estrelas bem grandes para formar elementos pesados. E este tipo de elementos são relativamente comuns no nosso sistema planetário, e até temos o Urânio que é extremamente pesado.</p>
<p><a href="http://sethness.deviantart.com/art/Putting-the-quot-win-quot-in-Darwin-59707769"><img src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/Putting_the___win___in_Darwin_by_se.png" alt="" /></a></p>
<p>Além disso que tal o registo fóssil? Esperem aí, no site ainda existe um <em>DVD</em> &#8211; que aconselho vivamente a <strong>NÃO COMPRAREM</strong> &#8211; em que se pode ver um <em>trailer</em>, o pseudo-documentário é intitulado como <em>Darwin: The Voyage that Shook the World</em>. No <em>trailer</em> podem ver uma coisa espectacular que é mais ou menos esta pergunta: <em>Será que as observações de Darwin ainda se mantêm de pé ao fim de 150 anos?</em> A resposta é: Sim, caralho, claro que sim. Mais do que nunca.</p>
<p>Não há duvidas, quanto a base teórica o Darwin acertou em tudo, e já agora não custa nada lembrar do seu contemporâneo Alfred Wallace que chegou as mesmas conclusões num trabalho independente. Também não se pode explicar a existência dos fósseis num Universo tão pequeno, simplesmente também não é possível. Geralmente alguns destes malucos, dizem que os fósseis foram postos por Deus para testar a nossa fé. Ou que foi o Satanás para criar descrédito em Deus. Esperem aí, primeiro vamos acreditar nos fósseis só para ver o que Deus faz, como por exemplo, um segundo dilúvio. Digam-lá que não era um bonito espectáculo, e desta vez a arca teria de ser maior, parece que apareceram mais animais desde o último, é que com o tamanho da antiga já lá não cabem todos. E para não haver descriminação talvez levássemos um macho uma fêmea de cada, e já agora mais dois machos e mais duas fêmea.*</p>
<p>E já agora quem é que se lembra dos estratos geológicos? Pois bem, se querem acreditar que um dilúvio seria capaz de o fazer, então provem-no. Peguem em areia, e duas ou três variedades de terra, encham o fundo da vossa banheira com isto. Molhem-na um bocadinho todos os dias, até por volta de um mês, para que ela fique mais compacta. Ao fim disto, comecem com o dilúvio, isso mesmo comecem a enchê-la, mas sem exageros, só até taparem a terra. Contudo convém encher muito devagar, não se esqueçam que choveu 40 dias e 40 noites, pois é, tem de ser mesmo muito lento e em todo o lado ao mesmo tempo, coisa de 20 horas para encher aquilo lentamente é capaz de não andar muito longe da ideia. Por fim, deixem a água evaporar, e garanto-vos que se não aldrabaram, não vão ter estrato nenhum.</p>
<p><a href="http://darthshepius.deviantart.com/art/Lion-King-quot-Creationism-quot-119012759"><img src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/Lion_King___Creationism___by_DarthS.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p>Voltando a idade da Terra e do resto do Sistema Solar, temos graças a datação radiométrica uma evidência inegável que a Terra tem muitos milhões de anos. Este tipo de datação baseia-se no decaimento de elementos radioactivos em isótopos estáveis, sendo este parâmetro conhecido como tempo de semi-vida. O tempo de decaimento é bastante preciso e por isso conseguimos saber através da diferença de percentagens do átomo-pai e do átomo-filho a idade absoluta de uma determinada rocha. E as rochas mais antigas que conhecemos têm mais de 4 mil milhões de anos. Obviamente, não é possível que o Universo seja mais novo que isso, tanto é que precisa de ser bem mais velho.</p>
<p>Estes gajos não são propriamente estúpidos, são é completamente apanhados do clima. Eles gostam mesmo de complicar, raio o <em>Big Bang</em> devia ser uma oferta dos deuses, primeiro por ter sido apontada por um padre, Georges Lemaître, e por ter sido aceite por um Papa como aceitável com as crenças. Já agora, hoje saltei a defesa do <em>Big Bang</em>, mas não se habituem, está bem? Enquanto algumas pessoas continuarem a ouvirem estas baboseiras, é que nunca mais saímos do sítio, este é o tipo de coisa que nos retraem como uma espécie. As vezes gostavam que aparecessem uns ETs, e mesmo por mais verdes e óbvios que fossem, desde que descessem de um disco voador, olhassem para estes gajos, olhos nos olhos, e dissessem: <em>Calem-se, estão errados. Estamos cheios das vossas merdas, ou se calam ou entram ali para dentro para fazermos umas experiências maçónicas.</em></p>
<p>*Piada homofóbica, não resisti&#8230;</p>
<p><em>PS.: O ritual de iniciação maçónico, aqui apresentado não deve ter nada a ver com  a realidade, é inspirado unicamente nas tretas que a maioria dos católicos os tem acusado ao longo dos tempos, é um mito. <span style="text-decoration: line-through;">Já agora alguns erros ortográficos e de sintaxe são esperados, mas não estou com cabeça para andar a rever isto hoje, fica para amanhã.</span></em><em> Os mais graves já devem estar corrigidos.</em></p>
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		<title>2012: O não-Apocalipse</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 18:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por esta altura já todos fomos brindados com uma boa dose do fenómeno 2012, algum idiota certamente já vos brindou com a treta do em 2012 o mundo vai acabar. Isto claro que se aconteceu foi antes do fenómeno versão 2.0 que é o maldito filme do Roland Emmerich, mesmo cheirando-me a uma valente bosta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por esta altura já todos fomos brindados com uma boa dose do fenómeno 2012, algum idiota certamente já vos brindou com a treta do em 2012 o mundo vai acabar. Isto claro que se aconteceu foi antes do fenómeno versão 2.0 que é o maldito filme do Roland Emmerich, mesmo cheirando-me a uma valente bosta de filme nada o irá de impedir de ser um dos grandes sucessos de bilheteira deste ano.</p>
<p>Li sobre isto pela primeira vez há alguns anos num livro qualquer, e isto era citado como uma brincadeira, mas que iríamos ouvir mais tarde, e o sacana do autor tinha razão, eu cá achei que não éramos estúpidos ao ponto de ligar puto a coisa. Claro, se ele estava certo, eu parvo como sempre estava errado. Pelos vistos os maias tinham uma espécie de calendário marado qualquer com <span style="text-decoration: line-through;">5125 </span>5126 anos, que para eles fazia um sentido qualquer, a parte mais gira é que nenhuma civilização durou tempo suficiente para adorar tamanho calendário, mas eles lá sabem.</p>
<p>A parte que me interessa é a de que quem vêm a ser os maias como autoridade para este assunto? Existe alguma coisa que neste século não saibamos que os nossos adorados maias soubessem? A resposta é NÃO. Se calhar com uma excepção que é relativa as convicções e afins dos próprios maias que os conquistadores espanhóis fizeram todos os possíveis para eliminar. Isto implica que na realidade esta treta do 2012 é baseada numa especulação pseudo-arqueológica, e mesmo deste tipo muito rebuscada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://jetfreak74656.deviantart.com/art/2012-107061428"><img class="aligncenter" title="Fim do Mundo 1" src="http://fc02.deviantart.net/fs51/f/2009/319/d/e/2012_by_Jetfreak74656.png" alt="" width="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em> Um cenário perfeitamente realista, ou não&#8230;</em></p>
<p>A palavra rebuscada é a essência disto porque não podemos ter a certeza de quanto tempo passou desde que eles deixaram as suas grandes cidades até ao ano em que os conquistadores hispânicos chegaram as suas terras. Muita especulação foi feita sobre o porquê de terem deixado as suas cidades, as sugestões mais comuns são de que a civilização estava a colapsar sobre o próprio peso, tal levou a uma rebelião e que por fim levou ao fim da grandiosidade maias. Note-se que ainda restaram alguns maias para conhecer os espanhóis.</p>
<p>Outra questão interessante que tenho a dizer é sobre o próprio conceito de Apocalipse, que é um termo especial das civilizações europeias e especialmente das cristãs. Que se baseiam no facto do mundo como teve uma criação, o Génesis, e que segundo as próprias crenças, tem de ter um fim. Esse fim é o Apocalipse. Contudo assumir que os maias crêem num Apocalipse <em>à lá</em> cristão, é pedir de mais. Por exemplo os hindus acreditam que o universo é infinitamente velho e que por isso não teve uma génese e nem terá por consequência um fim.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://3kycat.deviantart.com/art/2012-110097693"><img class="aligncenter" title="Ooops!" src="http://fc06.deviantart.net/fs40/f/2009/020/e/a/2012_by_3kycat.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em> Ops! Botão errado&#8230;</em></p>
<p>Na realidade pelo que pensamos que sabemos os maias pensavam que a cada 5126 anos o mundo era largamente mudado para um novo, uma espécie de reformação da coisa. Pelo que compreendo tal não quer necessariamente dizer que tem de haver um extermínio do mundo antigo por um novo. Nem que o novo será algo pós-apocalíptico. Nem que o fenómeno em si seja necessariamente &#8220;mau&#8221; nem brusco. Claro como o calendário é cíclico, ao fim de 5126 anos, volta a haver outra dose igual, e assim sucessivamente, pelo menos por um certo número de ciclos.</p>
<p>Mas quem está realmente pronto a apresentar tudo e mais alguma coisa sobre o assunto prevê a existência de, por exemplo, um alinhamento planetário no sistema solar. É sempre interessante e no mínimo curioso ir-se buscar &#8220;factos&#8221; astronómicos para tentar salvar uma &#8220;teoria&#8221; antes que esta caía. Contudo, já tivemos milhentos quase alinhamentos e que nunca deram problemas, tendo sido um na década de 90. Contudo um alinhamento perfeito é praticamente impossível de acontecer durante o tempo de vida do sistema solar, e não está previsto cientificamente nenhum para 2012.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://caboreebok.deviantart.com/art/2012-version-quot-ImHappyPlz-quot-144397094"><img class="aligncenter" title="ImHappyPlz" src="http://fc03.deviantart.net/fs51/i/2009/326/1/0/2012_version___ImHappyPlz___by_CaboReebok.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Em 2012 os terráqueos foram exterminados por um asteróide que expressava emoções humanas.</em></p>
<p>Contudo há quem seja ainda mais original. Não vamos ter um alinhamento planetário, mas a Terra e o Sol estarão alinhados com o centro da galáxia. Cuidado vamos ter a Terra alinhada com o &#8220;buraco negro&#8221; que existe no centro da galáxia. Alguns devem estar-se a perguntar o porquê das aspas, a razão é simples, e isto sim é um facto cientifico e real: ainda não sabemos o que existe no centro da galáxia. As evidências mostram-no como sendo um buraco negro, e neste momento apresenta-se como um facto, só que a forma como este objecto funciona ainda é puramente teórica.</p>
<p>Existem alternativas científicas para o buraco negro, lá porque a maioria dos físicos acham que é um buraco negro isso não o torna realidade. Assumindo que realmente temos um buraco negro no centro da galáxia, que corobora com a noção do monstro comedor de mundos, de tudo e de todos. A distância a que estamos dele é coisa de 26 mil anos-luz. E considerar que existe qualquer risco nisto é pura estupidez. Porque existe bastante material entre nós e o dito buraco negro, e além disso temos um alinhamento destes todos os anos, e ainda estamos para ser &#8220;engolidos&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Al Gore!" src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/algore.png" alt="" width="600" height="471" /></p>
<p style="text-align: center;"><em> Nós fomos avisados.</em></p>
<p>E por esta altura está na hora de citar a <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/2012_phenomenon">Wikipédia</a></em> porque tem aqui um parágrafo muito interessante:</p>
<blockquote><p>The present-day Maya, as a whole, do not attach much significance to 2012. Although the calendar round is still used by some Maya tribes in the Guatemalan highlands, the Long Count was strictly employed by the classic Maya, and was only recently rediscovered by archaeologists. Mayan elder Apolinario Chile Pixtun and Mexican archaeologist Guillermo Bernal both note that &#8220;apocalypse&#8221; is a Western concept that has little or nothing to do with Mayan beliefs. Bernal believes that such ideas have been foisted on the Maya by Westerners because their own myths are &#8220;exhausted&#8221;.</p></blockquote>
<p>Existem duas versões que derivam do calendário maia. Um em que o fim do mundo é em 21 de Dezembro e outro que é em 23 do mesmo mês. Agora vamos lá ao 21 de Dezembro por ser a data mais aceite, é que se ninguém reparou é a data do Solstício de Inverno no hemisfério norte. Escuso de dizer que é uma data importante para muitas crenças antigas. E como podemos ver estamos no mesmo patamar que há milénios atrás, em que queremos continuar a celebrar o Solstício, como faziam os Homens que viviam nas cavernas que tinham medo que o céu lhes caísse em cima.</p>
<p>Não devíamos já ter aprendido a lição? Tudo o que tentamos predizer falha quase sempre. O mundo ia acabar no primeiro milénio depois de Cristo. E um milénio depois a mesma coisa. A diferença é que agora temos uma data toda cagona 21/12/2012 para o novo &#8220;Apocalipse&#8221;, e na verdade, como é costume não vai acontecer nada. Tanto é que pretendo escrever alguma coisa sobre o assunto, nem que seja para lembrar lá para 2013 ou no dia 22 do 12 de 2012, porque tudo estará como está hoje, bem talvez não literalmente&#8230;. Se querem evitar o único Apocalipse que nos pode realmente acontecer está na hora de preservar as condições do planeta, caso contrário estamos arrumados. Se não o fizermos o &#8220;profeta&#8221; Al Gore vai fazer o favor de nos lembrar que fomos avisados.</p>
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		<title>A extinção dos Dinossauros</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 16:45:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[De todas as grandes extinções em massa que ocorreram na Terra, pelo menos seis já aconteceram, a extinção dos lagartos terríveis (dinossauros) é a mais famosa. Talvez o seja por ter sido a última, e por ter aberto as portas aos mamíferos, que antes dela não eram muito mais sofisticados que ratos arcaicos. Ou simplesmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De todas as grandes extinções em massa que ocorreram na Terra, pelo menos seis já aconteceram, a extinção dos lagartos terríveis (dinossauros) é a mais famosa. Talvez o seja por ter sido a última, e por ter aberto as portas aos mamíferos, que antes dela não eram muito mais sofisticados que ratos arcaicos. Ou simplesmente gostamos da ideia de ter um <em>Tyrannosaurus Rex</em> como animal de estimação, neste caso garanto que seria um excelente cão de guarda, infelizmente alimentar o sacana não ia ser tarefa fácil.</p>
<p>Existe uma certa vontade de adjectivar esta extinção desde misteriosa até inexplicável, coisa que não concordo, porque como é óbvio temos muitas explicações para o sucedido, certezas essas é que não são muitas. Ninguém estava lá para ver. Felizmente temos bastantes evidências a mão, para suportar algumas teorias para o que possivelmente aconteceu, outras nem por isso.</p>
<p>Primeiro os factos em que todos podemos concordar: a extinção ocorreu há cerca de 65 milhões de anos atrás. Pelo registo fóssil é evidente que os dinossauros e outros seres do cretácico se extinguiram devido a um evento. Os seres foram extintos em massa durante o dito evento ou imediatamente a seguir. A selecção natural ocupou-se de exterminar os dinossauros e outros por estes não estarem minimamente aptos para a alteração ambiental que o evento causou, por outro lado os mamíferos foram capazes de sobreviver (apesar de sofrerem bastantes baixas). A cratera de Chicxulub, foi criada durante ou por influência do evento. Houve uma extinção considerável dos seres fotossintéticos. Os extractos rochosos apresentam uma camada rica em irídio (elemento relativamente raro na Terra) na transição do Mesozóico para o Cenozóico.</p>
<p>Existem duas versões que são relativamente semelhantes para dar o nome ao &#8220;evento&#8221; (já devem estar cheios de me ouvir referir esta palavra). Ambas partem de agentes cósmicos, uma prefere um asteróide outra um cometa. O que vou tentar demonstrar aqui é que para ambos os casos podem desencadear uma reacção em cadeia que eliminou certos seres da face da Terra, mas &#8220;salvando&#8221; outros.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://s909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/?action=view&amp;current=rat1229487545.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://i909.photobucket.com/albums/ac292/MiguelPG/rat1229487545.jpg" border="0" alt="Photobucket" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>O papão de dinossauros.</em></p>
<p>Há teorias bastante rebuscadas, se bem que há quem ache que um impacto de um corpo cósmico é rebuscado, contudo a cratera mexicana de Chicxulub tem de ser explicada de alguma forma, e no fundo é um bom indício que alguma &#8220;caiu do céu&#8221;. Entre as teorias rebuscadas temos o exemplo de uma planta laxante que se extinguiu, e que levou os dinossauros a morrer de prisão de ventre. Ou um evento cósmico mais rebuscado como uma supernova ou uma elevada emissão de raios gama. Vou descartar totalmente as últimas duas antes de mais nada, por serem relativamente fantásticas e fantasiosas ao mesmo tempo.</p>
<p>Existe outro problema em relação aos impactos, é que na verdade temos quatro crateras que se formaram mais ou menos ao mesmo tempo: a já referida Chicxulub no México, a Silverpit no Mar do Norte perto da Grã-Bretanha, a Shiva no Oceano Índico perto da Índia, e por fim a Boltysh na Ucrania.  Contudo a cratera de Silverpit pode não ter sido formada nesse momento, crê-se que se tenha formado entre 74 e 46 milhões de anos atrás, o que deixa uma grande margem de erro.</p>
<p>Isto implica que o asteróide se desintegrou durante o impacto e diferentes partes do mesmo caíram em diferentes locais da Terra. Ou então foram múltiplos objectos, como uma série de cometas. Contudo esta última é um tanto forçada, talvez seja mais possível que um cometa com uma forma de batata muito irregular tenha perdido parte do seu núcleo e essas mesmas partes caíram na Terra. Basicamente o que se aplica a um aplica-se ao outro, as diferenças entre cometas e asteróides não são assim tantas.</p>
<p>Existe ainda a hipótese de uma intensa actividade vulcânica, contudo esta teria de ser provocada por algum factor, e um impacto é um bom provocador. Sabemos que tanto cometas como asteróides apresentam maior concentração de irídio do que a Terra tem na sua superfície. A meu ver um asteróide não iria deixar muito irídio longe do sítio onde caiu, o cometa devido a sua cauda pode ter deixado uma quantidade de irídio mais espalhada.</p>
<p>Se se verificar que a quantidade de irídio que um cometa ou asteróide seriam capazes de largar não é suficiente, podemos apelar a que tenham causado um aumento da actividade vulcânica, e o irídio foi expelido do interior da Terra. Contudo parece-me um bocado excessivo ir buscar isto, porque nesse caso também deveríamos encontrar cinzas ou uma camada com basalto ou komatito, e pelo que eu sei, isso não existe. Portanto podemos excluir os vulcões da equação.</p>
<p><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/LateCretaceousGlobal.jpg"><img class="alignnone" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/12/LateCretaceousGlobal.jpg" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Já viram se tivéssemos de aprender os continentes de antigamente?</em></p>
<p>Como podem constatar pelo mapa do final do cretácico as colisões deram-se no mar ou na costa. Isto leva-me a desconfiar que talvez, tenha sido os fragmentos de um cometa que tenham criado as crateras enquanto que o núcleo restante conseguiu continuar a sua órbita, contudo é possível que a Terra tenha colidido com sua cauda. Independentemente do cenário, sabemos quase com certeza que houve uma redução considerável da radiação solar que incidia na Terra.</p>
<p>Isto é muito importante, porque explica a extinção dos seres fotossintéticos, e talvez seja verdade que a tal planta laxante tenha sido extinta devido a isto e os dinossauros herbívoros tenham morrido de prisão de ventre. Contudo existe outra parte importante a considerar sobre isto, a relação mamífero-dinossauro. Li, no livro <em>Dragões do Eden</em> do Carl Sagan, que é muito possível que o sono seja de alguma forma inútil para o funcionamento do cérebro e do corpo, mas tem uma função importante: manter os seres imóveis. Os mamíferos do cretácico eram provavelmente estúpidos de mais para estarem quietos e por isso tinham de dormir para estarem imóveis, isto também se aplica aos outros seres como os répteis e dinossauros.</p>
<p>A ideia é que certos mamíferos dormiam de dia, e os dinossauros dormiam de noite. A visão dos mesmos era adaptada a sua situação de vida, por isso as capacidades visuais eram muito diferentes. Se a relação entre o peso e a massa cerebral de um ser é uma boa forma de medir a inteligência, os dinossauros não são propriamente espertos. Basicamente, os dinossauros caçavam alguns mamíferos de dia, e durante a noite alguns mamíferos comiam os ovos dos dinossauros. Os dinossauros nunca foram espertos o suficiente para terem mecanismos dignos para a protecção das crias, o que facilitou a vida aos nosso antepassados mamões.</p>
<p>Este clima de eu mato-te a ti agora que é de dia, e tu matas-me a mim que agora é de noite funcionou relativamente bem para os répteis gigantes, pois apesar de estúpidos eram boas máquinas de matar, por isso mantinham a população de mamíferos a níveis baixos. Mas isso veio a mudar depois do embate do cometa/asteróide. Num novo ambiente com pouca luz os mamíferos podiam comer mais ovos e os dinossauros começaram a ter problemas, os carnívoros não conseguiam ver bem para caçar e os herbívoros tinham as plantas a morrer. Claro que os &#8220;ratos comedores de ovos&#8221;, fizeram parte do serviço o que levou a uma diminuição considerável dos novos repteis gigantes que nasciam.</p>
<p>Seguindo a lógica darwiniana, quando o alimento aumenta também aumenta a população, ou seja, o número de &#8220;ratos&#8221; aumentou. O aumento dos mesmos, levou a uma redução na ordem dos 0% de probabilidade de poder nascer um dinossauro novo, os dinossauros velhos morrem, e é a vez dos comedores de ovos também o fazerm para darem lugar aos necrofagos que devem ter tido um enorme festim até ao assentamento da poeira. Assim os dinossauros, grandes governadores da Terra pereceram para sempre, deixando como únicos sobreviventes as aves, equanto que os descendentes dos ratos, domesticaram as aves e conseguiram chegar a lua.</p>
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		<title>Perry Marshall, o profeta do desenho inteligente</title>
		<link>http://perspectivas-abertas.org/ciencia/perry-marshall-o-profeta-do-desenho-inteligente/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 16:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já perceberam trata-se de mais um dos posts ao ataque ao criacionismo, eu sei que talvez esteja a levar isto um pouco além daquilo que devia, mas de certa forma isto diverte-me. O título não é propriamente justo, Perry Marshall não foi o gajo que criou o movimento daquilo que eu chamo o Desenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Como já perceberam trata-se de mais um dos <em>posts</em> ao ataque ao criacionismo, eu sei que talvez esteja a levar isto um pouco além daquilo que devia, mas de certa forma isto diverte-me. O título não é propriamente justo, Perry Marshall não foi o gajo que criou o movimento daquilo que eu chamo o Desenho Inteligente (<em>Intelligent Design</em>), ou novo criacionismo. Pareceu-me mais interessante explorar este gajo que se apresenta como um homem com uma teoria irrefutável, sempre é mais aliciante que o velho Kent Hovind.</p>
<p style="text-align: left;">Marshall tem um <em>site</em> o <a href="http://www.cosmicfingerprints.com/"><em>Cosmic Fingerprints</em></a> que usa para a divulgação do seu trabalho pseudo-ciêntifico. Ele tenta afastar-se quer da ciência e da religião, julgando que ambas têm pontos em que são erróneas. Creio que a melhor forma de perceber o que defende é vendo este <a href="http://perry.fingerprints.s3.amazonaws.com/index.htm">vídeo</a>, e talvez devam instalar um daqueles extras maravilhosos do <em>Firefox</em> que permite sacar vídeos, saquem-no e vejam-no localmente, porque é um vídeo longo (melhor para se fazerem pausas). No que toca a apresentação (o vídeo) só tenho a queixar-me que o gajo diz 500 vezes que escreveu o livro <em>Industrial Ethernet</em>, 50 vezes bastavam para a gente apanhar a ideia, isto é claramente uma tentativa de se suportar a si próprio apresentando-se como uma autoridade. A base de tudo o que ele defende parte deste argumento:</p>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O ADN é um código.</p>
<p>Todos os códigos que conhecemos são &#8220;desenhados&#8221;.</p>
<p>Logo, o ADN é desenhado.</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">Isto não é propriamente um bom argumento, porque na realidade é uma falácia. Trata-se de um apelo a ignorância, lá porque todos os códigos que conhecemos são &#8220;desenhados&#8221; não quer dizer que todos os códigos são desenhados. Por outro lado a verdade de ambas as premissas são algo duvidosas. <strong>O ADN é um código</strong>: Comparar o chamado código genético ao código binário não é uma comparação justa. Primeiro o ADN é uma molécula, as reacções entre o ADN e uma série de outras moléculas e organelos que existem nas nossas células é que fazem o ADN dar instruções no desenvolvimento e funções de um dado organismo. O chamado código genético como nós o apelidamos é constituído por quatro nucleótidos: Adenina (A), Timina (T), Guanina (G) e Citosina (C). As cadeias antiparalelas do ADN criam ligações por pontes de hidrogénio entre a Adenina e a Timina; e Citosina e a Guanina. Um exemplo de uma possível molécula de ADN com duas cadeias poderá parecer-se com isto:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>ACCTAGCTAGTACGATCGATGGACTAGCATCGACGGACTAG</strong><strong>GAT</strong><strong>CATCCG<br />
TGCATCGATCATGCTAGCTACCTGATCGTAGCTGCCTGATCG</strong><strong>CTA</strong><strong>TAGGC</strong></p>
<p style="text-align: left;">A colocação de letras num papel para simbolizar as sequências de nucleótidos é que criam o código genético, o que não é propriamente informação no sentido de o ser como num livro. Mas o senhor Marshall faz o favor de levar isto mais longe: <em>O ADN é também um sistema digital de comunicação</em>. Bem, isto é aquilo que eu chamo ir muito além daquilo que se pode dizer: ADN é digital? ADN é um sistema de comunicação? Isto simplesmente não é verdade, primeiro o ADN não é digital, podemos chama-lo analógico, mas mesmo isso não me parece correcto. Vejamos considerar o ADN semelhante ao código binário é consideravelmente erróneo, o código genético representa a sequência de nucleótidos na molécula de ADN, e é comparável a um disco de vinil, por outro lado o código binário é &#8220;virtual&#8221;, é como um leitor de MP3. Para concluir a analogia digamos que para ler um disco vinil é preciso uma agulha, um leitor de MP3 é uma caixa inútil se não tiver electricidade.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://divineerror.deviantart.com/art/DNA-of-a-Rainbow-8226336"><img class="aligncenter" src="http://fc06.deviantart.com/images3/i/2004/171/d/f/DNA.jpg" alt="" width="600" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><em>Todas as fórmulas da teoria de comunicação que criaram a nossa era digital aplicam-se ao ADN</em>. Infelizmente isto vai além dos meus conhecimentos para refutar ou confirmar isto, contudo tenho de me manter extremamente céptico, visto que as ditas fórmulas são aplicadas em coisas totalmente diferentes daquilo que é uma molécula de ADN. Simplesmente acho estranho nunca ninguém o ter referido além do profeta Marshall.</p>
<p style="text-align: left;">Para ele o ADN só pode ter dito cinco possíveis origens:</p>
<ol style="text-align: left;">
<li>Os Humanos desenharam o ADN.</li>
<li>Extra-terrestres desenharam o ADN.</li>
<li>O ADN ocorreu por acaso.</li>
<li>Existência de uma lei da física ainda por descobrir.</li>
<li>ADN foi desenhado por Deus.</li>
</ol>
<p style="text-align: left;"><em>Os Humanos desenharam o ADN</em>. Se aceitarmos algumas histórias da ficção cientifica, e se de facto for possível violar a lei de ouro de Einstein (segundo Einstein, só podemos viajar no tempo para o passado se nos deslocarmos mais rapidamente que a luz, só que isso não é possível), mas isto iria criar uma espécie de paradoxo cíclico, e de facto seria possível.</p>
<p style="text-align: left;"><em>Extra-terrestres desenharam o ADN. </em>Esta parece que é para os fãs do <em>X-Files</em>, mas continua a ser realizável. Marshall diz que está bem, fomos desenhados por ETs, mas de onde vieram os ETs? Suponhamos que vivemos num universo em que se aplica o modelo do Estado Estacionário ou o Estado Quase Estacionário, o Universo nunca teve uma origem, o que permite criar uma cadeia infinita de seres que se criam uns aos outros, sem nunca ter existido uma génese extra-terrestre.</p>
<p style="text-align: left;"><em>O ADN ocorreu por acaso</em>. É a tese mais aceite pelo que sei. Novamente Marshall tenta dificultar-me a vida: <em>E se Newton quando viu a maçã a cair simplesmente respondesse que ela caiu por acaso?</em> Pelo que eu percebo da mecânica quântica, digamos que de facto a maçã caiu por acaso. Claro foi influenciada pela gravidade, contudo existe uma pequena probabilidade (quase impossível, na pratica impossível), mas existe, de que um dia ao deixarmos cair um objecto, este se mova na direcção oposta a que seria esperada pela atracção gravítica. Portanto é perfeitamente possível que a vida e o respectivo coódigo genético se tenha originado na Terra. Contudo eu não defendo a tese da origem abiogénica.</p>
<p style="text-align: left;"><em>Existência de uma lei da física ainda por descobrir</em>. No que me toca não não vejo necessidade de nenhuma lei da física. Por exemplo, nos anos 60 dizia-se que no modelo do Estado Estacionário, seria necessário uma nova lei da física que explicasse a formação de novas galáxias no espaço vazio deixado pelo afastamento destas, uns anos mais tarde foi apresentado um papel que explicava como isto seria possível sem nenhuma nova lei da física, e respeitando as leis da conservação da massa e energia (não me perguntem muito mais sobre este assunto, pois não sei o que diz o papel, é que infelizmente para o obter é preciso pagar, logo não contem comigo para o fazer. Só estou a tentar demonstrar um ponto).</p>
<p style="text-align: left;"><em>ADN foi desenhado por Deus</em>. Claro, a resposta favorita de Perry Marshall. Infelizmente de todas elas, é a única que não testável. Se bem que as outras sejam difíceis de testar, mas são testáveis.</p>
<p style="text-align: left;"><em>O Cristão e o Ateu vão ao Zoo</em>. Claro isto até daria para se fazer um filme. A questão colocada é: <em>O Antílope evoluiu para a Girafa?</em> A resposta pelo que sei é não, um antepassado comum, algures no tempo, é que devido a mutações genéticas e a selecção natural, seguiu por duas vias (ou mais) e deu origem ao antílope e a girafa. Ele admite que a selecção natural está perfeitamente demonstrada e que não há duvidas acerca dela, a crítica dirige-se as mutações genéticas. Porquê podem perguntar, bem porque segundo ele e segundo as suas equações mágicas da teoria da comunicação, têm um problema com isto, mutações genéticas significam adição de ruído.</p>
<p style="text-align: left;">Obviamente isto é falso. O exemplo &#8220;testável&#8221; que nos é fornecido é o <em>site</em> <em><a href="http://www.randommutation.com/">Random Mutation</a></em>, isto é incorrecto e vou demonstrar como, por exemplo se pegarmos na primeira linha da possível sequência que tenho acima e a fizermos passar por dez mutações obtemos algo como isto:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>zCCTAiCTAGT0CGAT2qATGGACWAGCATCGACGGAJTAGW</strong><strong>GA6</strong><strong>ATCCG</strong></p>
<p style="text-align: left;">Isto, infelizmente para ele, não acontece. Os nucleótidos do ADN, como já referi, só são quatro, logo só temos quatro letras a disposição, ou seja, só se podem usar as quatro letras que já existiam. Isto acontece porque a molécula de ADN é relativamente complexa, e só um certo número de moléculas mais simples é que se podem ligar a cadeia. Não estou a dizer que em ocasiões extremamente raras, não possa aparecer ali uma coisa diferente do esperado, mas pelo que eu sei isso ainda parece não ter acontecido. Uma analogia justa para uma mutação do código genético é bastante fácil: Peguem numa série de tetraedros (sólidos geométricos piramidais com 4 faces todas triangulares), desenhem em cada face uma das letras dos nucleótidos, e atirem-nos. Independentemente das vezes que o fizerem, não irão obter ruído, mas pelo contrário será sempre &#8220;código genético&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Outra objecção feita em relação a nossa adorada girafa, é que ele não compreende como é possível por métodos puramente &#8220;ocasionais&#8221;, a girafa não ter problemas sanguíneos quando esta bebe água ao nível do solo. Pelo que me toca, só vê maravilhas aqui quem as quer ver, o antílope, tem um sistema de gestão de líquidos semelhante ao da girafa, só que em menor escala (por ter um pescoço mais pequeno). Por outro lado, a selecção natural simplesmente não teria deixado sobreviver uma espécie que não fosse capaz de baixar o pescoço para beber água.</p>
<p style="text-align: left;">A última critica em relação as mutações genéticas, parte de uma experiência feita no início do século passado pelo Theodosius Dobzhansky (a partir daqui chamemos-lhe TD) com moscas da fruta. TD pegou em moscas da fruta e expôs as ditas a doses de radiação (raios x e raios gama) relativamente elevadas. Acredita-se que parte das mutações que ocorrem são causadas pela radiação proveniente de várias fontes, temos o caso das radiações cósmicas e decaimento dos elementos instáveis por exemplo nas pedras. A comparação do &#8220;magnífico&#8221; trabalho do TD com a natureza não é justa. Pequenas doses de radiação alteram o ADN em pequenas doses, tão pequenas que podem nem fazer a diferença (explico no próximo paragrafo), não serão propriamente letais para os seres. Na experiência, as moscas começaram a apresentar aspectos tudo menos saudáveis, como pés a aparecer da boca das moscas. Note-se que nem as mutações genéticas naturais são assim tão eficazes, na maioria do tempo e das vezes não ajudam a sobrevivência do espécime.</p>
<p style="text-align: left;">Uma das funções do ADN é a síntese de proteínas, as proteínas são conjuntos de moléculas mais simples (ainda assim relativamente complexas) que são os aminoácidos. Existem cerca de 20 aminoácidos sintetizados pelos processos que envolvem o ADN. Isto processa-se mais ou menos da seguinte forma:</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Enzimas separam as cadeias de ADN e replicam uma das cadeias de ADN numa molécula de ARN pré-mensageiro. Por exemplo a nossa já conhecida primeira linha do nosso hipotético ADN seria transformada nisto:</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><strong>UGCAUCGAUCAUGCUAGCUACCUGAUCGUAGCUGCCUGAUC</strong><strong>CUA</strong><strong>UAGGC</strong></p>
<p style="text-align: left;"><em>Isto é igual a cadeia inferior acima exposta, só que os Ts foram substituídos por Us, porque no ARN não existe Timina, e para a &#8220;substituir&#8221; existe o Uracilo</em>.</p>
<ul style="text-align: left;">
<li>O ARN pré-mensageiro é processado. Por outras palavras são separados os Intrões dos Exões, só os Exões é que saem para a síntese (ninguém sabe muito bem porque isto acontece). Exões a negrito, são os saem do núcleo da célula:</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: line-through;">UGCAUC</span> <strong>GAUCAU</strong><span style="text-decoration: line-through;"> GCUAGC</span><strong> UACCUG</strong><span style="text-decoration: line-through;"> AUCGUA</span><strong> GCUGCC</strong><span style="text-decoration: line-through;"> UGAUCG</span><strong> </strong><strong>CUA</strong><strong>UAG</strong> <span style="text-decoration: line-through;">GC</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>GAU CAU </strong><strong>UAC CUG </strong><strong>GCU GCC </strong><strong>CUA </strong><strong>UAG</strong></p>
<ul>
<li>Assim temos os codões que irão ser sintetizados em aminoácidos, os codões são tripletos, o que significa que existem 64 combinações para 20 aminoácidos. Por isso a alteração de uma letra pode não significar a alteração do aminoácido a ser sintetizado.</li>
<li>O que iríamos obter neste caso seria:</li>
</ul>
<p style="text-align: center;">Ácido aspártico &#8211; Histidina &#8211; Tirosina &#8211; Leucina &#8211; Alanina &#8211; Alanina &#8211; Leucina &#8211; Codão Terminal</p>
<ul>
<li>Em muitos casos se alterarmos só a última &#8220;letra&#8221; do codão, o aminoácido sintetizado é o mesmo, como podem verificar na Leucina e na Alanina.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Por acaso, li o livro <em>A Força de Vida Cósmica: O poder da vida no Universo</em>, do Fred Hoyle e do Chandra Wickramasinghe, no dito livro é exposta uma crítica também as mutações genéticas. Contudo estes autores expõem um bom número de evidências que suportam a sua tese. Qual tese? Que a evolução pode ter sido influenciada pela injecção de código genético viral nos seres. Note-se que isto acaba por explicar alguns surtos de gripe que aparecem em vários lugares ao mesmo tempo. Defendem que existem em cometas vírus e bactérias que são possivelmente ejectados pela cauda do cometa quando este se aproxima do Sol.</p>
<p style="text-align: left;">Isto parece concordar com um par de notícias que li há relativamente pouco tempo no <em>Público</em>: <em>A evolução dá saltos</em> e <em>A evolução não acontece duas vezes da mesma forma</em>. Primeira, não sei como é que foi possível alguém testar saltos evolucionários, assumindo que é verdade, faz bastante sentido se o código genético for adquirido por parte da população, e este código for benéfico, a selecção natural trata do resto. Na segunda notícia, parece que se usaram moscas da fruta e foram-lhes inseridas umas enzimas que tendem a aumentar o número de mutações genéticas a cada geração; Alteraram o ambiente, e as moscas que foram seleccionadas &#8220;naturalmente&#8221; apresentaram certas diferenças em relação as originais. Tentaram voltar a criar o mesmo efeito, contudo as novas moscas resultantes da mesma experiência não ficaram com as mesmas mutações das da primeira experiência.</p>
<p style="text-align: left;">Duas conclusões que tiro em relação a isto, é que as mutações genéticas podem ser benéficas, e por serem relativamente aleatórias, não ocorrem duas vezes da mesma forma, contudo a evolução por mutações genéticas parecem ser capazes de fazer evoluir uma espécie só quando a população desta é relativamente pequena, por outro lado as mutações dão normalmente origem a raças, dentro da espécie.  Do outro lado da barricada, se isto é verdade, parece que a evolução em grandes populações pode ser influenciada por código genético viral.</p>
<p style="text-align: left;">Basicamente, sobre aquilo que é o trabalho religioso do Perry Marshall está feito. Contudo este nosso adorável sacaninha, foi buscar umas ideias ao Hugh Ross. Hugh Ross defende o <em>Big Bang</em> e a evolução <em>standart</em> da galáxia, Sistema Solar e da Terra. Contudo é contra a evolução e a origem abiogénica da vida (a vida começou na Terra devido reacções químicas). Isto é, no que me toca, um bocado estranho, sim acuso-me sou de certa forma suspeito quanto a isto, defendo a evolução mas não defendo o <em>Big Bang</em>. Tenho boas razões para isso, o número de evidências para os lados é muito diferente. A evolução é perfeitamente testável, e existe um sem número de evidências a defender a teoria, nunca esquecer que a evolução é tanto teoria como facto. Já o <em>Big Bang</em>, tem um bom número de lacunas, e infelizmente não me parece ser testável, isto é, não podemos recriar o <em>Big Bang</em>, por isso neste caso acho que existe uma certa dúvida aceitável.</p>
<p style="text-align: left;">O problema a ir buscar um Deus causador do Universo, é que se Deus está para além do Universo, como é que este pode interferir com a sua criação. Também afirma, que Deus não é limitado pelo tempo, bem se ele não sofre acção do tempo então não pode ter acções. Por outro lado, se perguntarmos de onde vem Deus, a resposta, geralmente, é: ele criou-se a si mesmo. Ora, se Deus se criou a si mesmo, porque raio não pode o Universo ter-se criado a si mesmo? De qualquer forma como já referi, a evolução pode acontecer em qualquer modelo que quiserem usar: Universo Estático, Modelo Geocêntrico, e se quiserem ir a extremos (do ridículo) mesmo numa Terra plana a evolução pode ocorrer.</p>
<p style="text-align: left;">Continuo a achar que estes criacionistas só vêm perfeição porque a querem ver. Se repararmos a selecção natural nunca consegue criar uma espécie ser perfeitamente adaptada ao seu ambiente. Note-se que o ambiente inclui predadores, presas, comida e parasitas. Pelo que sei, não existe nenhum ser perfeitamente adaptado a um dado ambiente. Mas isto até é uma vantagem, pois se o ambiente for alterado ainda existe uma probabilidade (relativamente boa ou má) de a espécie poder sobreviver.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A evolução não é uma teoria</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:25:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se já repararam mas o YouTube está repleto de &#8220;especialistas&#8221; em criacionismo que afirmam conspirações ou simplesmente que a ciência não sabe aquilo que afirma. Obviamente, a maioria deles são americanos, já se sabe que eles têm todos a mania que toda a gente, mesmo que não percebam nada do assunto têm o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se já repararam mas o <em>YouTube</em> está repleto de &#8220;especialistas&#8221; em criacionismo que afirmam conspirações ou simplesmente que a ciência não sabe aquilo que afirma. Obviamente, a maioria deles são americanos, já se sabe que eles têm todos a mania que toda a gente, mesmo que não percebam nada do assunto têm o direito de dizer o que bem lhe apetecer, transformando-se num profeta da ordem de Deus.</p>
<p>A evolução não é uma teoria. A evolução é um processo que ocorre e não existem dúvidas sobre o assunto. A única coisa de teórica é o modelo que usamos para a descrever. Por outras palavras a evolução existe, é na forma que ela ocorre que nós podemos estar errados. Não que eu julgue que tal seja provável.</p>
<p><a href="http://brabuss.deviantart.com/art/Evolution-121745132"><img class="alignnone" src="http://perspectivas-abertas.org/wp-content/uploads/2009/06/24/evolucao.png" alt="" width="600" height="300" /></a></p>
<p>Acho incrível ver pessoas que não compreendem como funciona o processo, diga-se de passagem que é relativamente simples, defenderem que a evolução não existe ou que está errada. Também me preocupou num episódio dos <em><a href="http://www.rtp.pt/contemporaneos/">Contemporâneos</a></em> em que me foi dado o &#8220;prazer&#8221; de  apreciar dois <em>tugas</em> que renegaram a evolução: <em>tretas</em>, <em>então não foi Adão e Eva?</em>, <em>O Homem é Homem e o Macaco é Macaco</em>. As vezes decepciono-me com as mentalidades, espero que sejam parte dos sete (não me obriguem a colocar aqui a palavra milhões) portugueses  que levam o criacionismo a sério.</p>
<p>&#8220;Especialistas criacionistas&#8221; como o mítico &#8220;Dr.&#8221; Kent Hovind, que agora está preso por fuga fiscal, note-se que isso não que dizer que ele não possa ter razão, bem, na realidade não tem, mas enfim. Note-se que ele é tão doutor quanto eu, e não sou doutor. Este senhor doutor e companhia fazem o favor de incluir o <em>Big Bang</em> na &#8220;Teoria da Evolução&#8221;, isso é mentira, o <em>Big Bang</em> é exclusivamente o modelo cosmológico mais apoiado, e quer num Universo do <em>Big Bang</em> ou outro (Estado Estacionário, Estado Quase Estacionário, Universo Estático, &#8230;) a evolução pode acontecer. A origem da vida também não é incluída na &#8220;Teoria da Evolução&#8221;.</p>
<p>O criacionismo parte da ignorância, foi criado há alguns milhares de anos, certamente, desde o momento em que o Homem se perguntou <em>de onde raio é que nós saímos?</em> A explicação óbvia para o povo no início da sedentarizado, era que o Sol ou outro deus qualquer que tivessem, os tivessem criado por processos mágicos e fantásticos de diferente ordem de complexidade.</p>
<p>Ninguém se lembrou de evolução durante muitos anos porque ninguém conhecia o mundo. Não haviam registos de muitos animais e não se conheciam espécies extintas preservadas como fósseis, além disso diferentes culturas conheciam diferentes seres. Os africanos conheciam leões e zebras. Enquanto que os europeus conheciam pássaros e javalis. Os indianos tinham tigres e elefantes. E relativamente a estes conhecimentos básicos, em que se restringiam a chamar ao animal aquilo que quisessem e, por outro lado, limitavam-se a reconhecê-lo, os mitos surgiam sempre associados aos seres que eles conheciam.</p>
<p>Por isso é que a arca de Noé é miseravelmente pequena para conseguir ter um casal de todos os seres terrestres lá dentro. Foi feita para caberem os animais que eram conhecidos pelos hebreus. Claro, os seres microscópicos ficaram de fora, tal como os insectos. Ora se a arca tinha 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, segundo a <em>Tora</em> que tenho aqui. Sendo um côvado igual a 52,4 centímetros. Façam as contas e verão que temos uma arca com cerca de 160 metros de comprimento, 26 metros de largura e 16 metros de altura. Pode parecer enorme, mas não é. Primeiro a medida de um côvado parece ter aumentado ao longo do tempo, a medida que o homem se alimenta melhor ocorre um aumento da sua estatura. Infelizmente não faço a menor ideia de como calcular o volume da arca, vou assumir erradamente como se ela fosse um paralelipípedo, e posso concluir que ela teria menos de 66 mil metros cúbicos. Pode parecer muito, mas depois de colocarmos um par de elefantes, hipopótamos e mais uns poucos o espaço desaparecia num instante. Não cabem lá tantos animais quanto se reza. Claro que gostava de ver um gajo com a tecnologia do Noé conseguir fazer uma arca tão grande, especialmente sem conhecimentos na matéria.</p>
<p>A questão sobre a origem do Homem não foi levantada até ao renascimento, uma fase cultural em que o antropocentrismo começa a ter um papel importante. O conhecimento era necessário para o Homem ser perfeito, tivemos grandes cabeças desse tempo, sendo Leonardo da Vinci o mais conhecido, actualmente pelas razões erradas. Os descobrimentos, e não propriamente os portugueses e espanhóis, levaram ao conhecimento de novos seres. Um pequeno passo em direcção a evolução.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft" style="width: 110px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georges-Louis_Leclerc,_Comte_de_Buffon"><img style="margin-right: 10px;" title="Conde de Buffon" src="http://perspectivas-abertas.org/wp-content/uploads/2009/06/24/buffon.png" alt="Conde de Buffon" width="100" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>Só no século XVIII é que se começaram a classificar os seres vivos, essa classificação teve uma maior complexidade com o passar dos anos, mais seres eram descobertos e mais características eram apresentadas para cada um, que fossem elas anatómicas ou comportamentais. George-Louis Leclerc (1707-1788), mais conhecido por Conde de Buffon, após ter passado muitos anos a analisar anatomicamante fósseis de seres extintos e esqueletos, afirmou que a espécies provavelmente se transformavam ao longo do tempo. Mas nunca chegou a um principio muito importante da evolução: os seres têm uma origem comum.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignright" style="width: 110px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lamarck"><img style="margin-left: 10px;" title="Lamarck" src="http://perspectivas-abertas.org/wp-content/uploads/2009/06/24/lamarck.png" alt="Lamarck" width="100" height="100" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>O primeiro evolucionista realmente convicto foi Lamarck (1744-1829).  A teoria evolutiva de Lamarck, defendia que os seres se adaptavam ao meio, esforçando-se para isso. Esta teoria está baseada em duas teorias:</p>
<ul>
<li><strong>Primeira Lei:</strong> Em cada animal que não passou o limite do seu desenvolvimento, um uso mais frequente e contínuo de um certo orgão torna-lo-à (o orgão) mais forte, desenvolvendo-o e aumentando o seu tamanho, crescendo proporcionalmente ao tempo que é usado. Por outro lado o desuso permanente de um dado orgão imperceptivelmente torná-lo-a mais fraco deteorizando-o (ao orgão), progressivamente diminuindo a sua funcionalidade até que finalmente desapareça no processo evolutivo.</li>
<li><strong>Segunda Lei:</strong> Todas as aquisições ou perdas naturais nos indivíduos, devido a influência do meio em que a sua raça se encontra há muito tempo, leva ao uso ou desuso permanente de um certo orgão. Estas características são preservadas pela reprodução, passando aos novos indivíduos as modificações ganhas pelos seus progenitores/progenitor.</li>
</ul>
<p>Contudo sabe-se que os seres não se adaptam ao meio, mas pelo contrário, o meio é que selecciona os mais aptos, a isto chama-se selecção natural, um dos pilares da teoria de Charles Darwin (1809-1882). Com 22 anos, já Lamarck havia morrido, Darwin parte numa expedição a bordo do <em>Beagle</em>. Segundo a lenda, quando chegou as ilhas Galápagos no Pacífico, encontrou duas espécies de tartarugas, aí questionou-se se seria possível que as tartarugas tivessem uma origem comum. Darwin que fora criador de pombos, sabia que a selecção artificial permitia-lhe escolher os pombos com características vantajosas, vendo que mesmo sendo tartarugas, uma estava mais &#8220;apta&#8221; a sua ilha e a outra igualmente mais &#8220;apta&#8221; a respectiva ilha.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft" style="width: 110px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin"><img style="margin-right: 10px;" title="Darwin" src="http://perspectivas-abertas.org/wp-content/uploads/2009/06/24/darwin.png" alt="Darwin" width="100" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>A Teoria de Darwin propõe que todos os seres se propagam descontroladamente, ou seja, uma população propaga-se geometricamente. Contudo por outro lado, os alimentos produzem-se aritmeticamente. Por exemplo se a população se propagar pela função x^2 (1,4,9,16,25,&#8230;) os alimentos serão produzidos em 2x (2,4,6,8,10,12,&#8230;). Devido a escassez de alimento os seres terão de competir para o obterem. O mecanismo de Darwin processa-se do seguinte modo:</p>
<ol>
<li>Existe uma população inicial com variedade de características.</li>
<li>As espécies produzem mais descendentes do que aqueles que podem sobreviver, devido a escassez do alimento ao fim de umas gerações.</li>
<li>Existe entre os indivíduos luta pela sobrevivência e reprodução.</li>
<li>Devido a variedade inicial de características uns seres têm maior possibilidade de sobreviver e reproduzir, passando as suas características a geração seguinte.</li>
</ol>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignright" style="width: 110px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_Wallace"><img style="margin-left: 10px;" title="Alfred Wallace" src="http://perspectivas-abertas.org/wp-content/uploads/2009/06/24/wallace.png" alt="Alfred Wallace" width="100" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>Contudo estas conclusões não foram exclusivas de Darwin, Alfred Wallace (1823-1913) que trabalhava na Malásia, chegou basicamente as mesmas conclusões de Darwin. Quer Darwin ou Wallace não foram capazes de explicar a existência da variabilidade inicial de uma espécie nem como eram transferidas as características para nova geração. O primeiro passo para a explicação deste fenómeno foi feito pelo parde Gregor Mendel (1822-1884), que é considerado o pai da genética. Nada que ele apresentou foi de facto confirmado até ao século XX, mais concretamente aos anos 40, com a descoberta da molécula de ADN e progressivo estudo.</p>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption alignleft" style="width: 110px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gregor_Mendel"><img style="margin-right: 10px;" title="Gregor Mendel" src="http://perspectivas-abertas.org/wp-content/uploads/2009/06/24/mendel.png" alt="http://en.wikipedia.org/wiki/Gregor_Mendel" width="100" /></a></dt>
</dl>
</div>
<p>Hoje sabemos que as mutações genéticas causadoras das variabilidade dos indivíduos é resultante de erros durante a replicação do ADN durante a meiose (fenómeno que serve para formar os gâmetas). Podendo ocorrer simplesmente por um erro na replicação da molécula inicial de ADN ou durante o <em>crossing-over</em>, em seres com reprodução sexuada ocorre com mistura de cromossomas dos progenitores, transmitindo características dos progenitores para os seus descendentes. As mutações genéticas podem ser benéficas ou não. Por exemplo numa espécie de ratos brancos em que existe um rato cinzento, e esta espécie é predada durante a noite, o rato cinzento tem maior probabilidade de sobreviver em relação aos outros.</p>
<p>Os criacionistas apresentam como resposta a toda a &#8220;teoria evolucionista&#8221; que faltam seres na árvore da evolução, os tão afamados <em>missing links</em>. Esses <em>missing links</em> representam fósseis que não foram encontrados. Ninguém até hoje afirmou que vamos encontrar fósseis de todas as espécies de seres que alguma vez existiram. A fossilização é um processo relativamente raro e só ocorrem em condições propícias. Por exemplo, basta haver oxigénio a mais na bacia de sedimentação para que não se forme um fóssil, porque as bactérias aeróbias irão sobreviver e digerir o indivíduo.</p>
<p>O grande problema para os criacionistas é que afirmam que a evolução é morte, e em certa medida é exactamente o que se passa. Isto parece horrível, devido aos preconceitos que nos foram ensinados desde novos, mas é em certo modo a realidade. A medicina e a agricultura não são progresso.</p>
<p>A micro-evolução uma parte importante para o debate segundo os criacionistas, eles admitem que existe a micro-evolução mas a macro-evolução não ocorre. Bem tenho a dizer que a não existe diferença entre a micro-evolução, macro-evolução e evolução. A micro-evolução é evolução, é a evolução que ocorre numa espécie num período de tempo reduzido, o tempo de vida dos seres humanos. Claro que não iremos observar macro-evolução, visto que a evolução é gradual e lenta, não vai sair de um cavalo um animal totalmente diferente, pode aparecer uma espécie diferente, mas as diferenças serão insignificantes.</p>
<p>Hovind supostamente oferece 250 mil dólares a quem apresentar uma prova empírica da evolução. Isto é, supostamente, pois analisando as &#8220;regras&#8221; da coisa vemos que não é tão fácil, nem sequer é possível, por isso isto é uma não-oferta. Primeiro existe uma nota que afirma que quando refere evolução, não se refere a micro-evolução. Ou seja, temos que apresentar uma prova empírica da evolução mas não podemos usar uma parte da evolução, a evolução que ocorre durante o tempo de vida humano. Temos de provar a evolução sem usar a evolução.</p>
<p>A evolução é uma realidade. Temos como provas os orgãos homólogos que em alguns casos são vestigiais. Por exemplo uma baleia que é um mamífero, tem à semelhança dos seus &#8220;semelhantes&#8221; terrestres, um par de ossos que lhe são inúteis: a pélvis e o fémur. Não existe razão para que Deus ou o Desenhador Inteligente (o novo nome bonito de deus para os pseudo-ciêntistas) tenha enfiado um fémur e uma pélvis na baleia, porque lhes é inútil. Claro que as semelhanças entre o Homem e os outros primatas são óbvias. Como é que explicamos que comemos bananas como os macacos se nunca aprendemos a fazê-lo olhando para macacos? Isto acontece porque somos macacos como eles, só temos diferentes mutações.</p>
<p>O desenvolvimento humano foi uma receita que só podia ter dado aquilo que deu. Um ponto fundamental que nos deu a inteligência foi a mão, resultante de uma mutação genética. Ao sermos uma espécie que nunca fora naturalmente um grande predador, com uma mão e muito tempo para pastar, fomos analizando pedras, e tudo o que conseguiamos agarrar. O endireitamento da coluna permitiu-nos ver mais longe. Por fim a voz permitiu-nos transmitir de forma clara às gerações vindouras aquilo que aprendemos, e assim começar a civilização.</p>
<p>Apesar da teoria de Lamarck ser classificada como falsa para as formas de vida de maiores dimensões, alguns cientistas afirmam que certos microrganismos evoluem segundo o mecanismo de Lamarck. Contudo se essas mutações são directamente causadas pelo &#8220;esforço&#8221; ainda não está bem esclarecido. Cientistas de Oxford em 1988, usaram uma versão mutante de uma bactéria a <em>E. Coli</em>, que era incapaz de consumir <span style="text-decoration: line-through;">açúcar lácteo</span> <strong>lactose</strong>*, e colocando-as num meio em que a lactose era o único alimento. Observaram que com o tempo mutações ocorreram na população adaptando-a ao novo meio. Ou seja, se as bactérias de facto foram capazes de ultrapassar a incapacidade de consumir a lactose, pode ser considerado de certa forma <em>Lamarckismo</em>. Existem também evidências que apontam que células podem activar ADN polimerases de &#8220;baixa qualidade&#8221; (enzimas que actuam na replicação da molécula) para aumentar a quantidade de mutações.</p>
<p><em>*<span style="text-decoration: line-through;">Não sei se açúcar lácteo é a tradução correcta, mas para o caso é irrelevante.</span></em><em> Por acaso a Mafalda Ferreira fez o favor de me corrigir, e eu como sou uma besta só o fiz agora &#8220;uns&#8221; meses depois, e claro se eu usasse a cabeça lembrava-me da fructose e da glicose, mas como podem ver o nome correcto é lacotse.</em></p>
<p><strong>Actualização:</strong> Corrigi ortograficamente (ainda é capaz de ter um erro ou dois, avisem-me se encontrarem mais algum) e ciêntificamente (mitose é diferente da meiose) o <em>post</em>, adicionei uma fotografia de Mendel e também aproveitei para dar mais umas pequenas informações sobre o <em>Lamarckismo.</em></p>
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		<title>Existência de vida na Lua</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 21:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu tenho andado desaparecido, mas pelos vistos decidi dar uma de reaparecer. De caminho aproveitar para ver se ainda alguém se atreve a ler estas linhas que escrevo aqui quando tenho tempo. Um pouco para ver were you fans really stand. Está bem, não tenho desculpa por este abandono, por mais que eu queira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, eu tenho andado desaparecido, mas pelos vistos decidi dar uma de reaparecer. De caminho aproveitar para ver se ainda alguém se atreve a ler estas linhas que escrevo aqui quando tenho tempo. Um pouco para ver <em>were you fans really stand</em>. Está bem, não tenho desculpa por este abandono, por mais que eu queira disfarçar, mas veremos se daqui para a frente isto começa a atinar, com mais alguma abundância de <em>posts</em>.</p>
<p>Deixando as desculpas indesculpáveis para trás, aproveito ainda estar a engonhar para dizer que o <em>post</em> é relativamente hipotético. Tenho andado a ver uns documentários no <em>YouTube</em> (onde mais poderia ser?), que acaba por ser o único local onde ainda os posso ver (em inglês, se bem que isso não é problema), visto os canais de documentários se terem transformado em lixo. Felizmente se fez um pouco de luz na <em>Zon/TV Cabo</em> e removeram o canal de pseudo-documentários <em>Infinito</em>.</p>
<p><a href="http://www.divshare.com/img/7402990-d7d"><img class="alignnone" title="Lua" src="http://www.divshare.com/img/7402990-d7d" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Começando (finalmente) aquilo que interessa, em 1969 durante a missão <em>Apollo 12</em>, ou melhor, parte da missão era trazer para a Terra parte da <em>Surveyor 3</em>, salvo erro, uma câmara. A <em>Surveyor 3</em>, faz parte de uma série de <em>robots</em> mandados para a Lua para encontrar locais de aterragem as futuras missões Apollo, esta sonda foi lançada em 1967. Os astrounautas da <em>Apollo 12</em>, encontraram a <em>Surveyor 3</em> trinta meses depois desta ter chegado a Lua, e de claro, ter passeado uns valentes kilómetros de superfície lunar.</p>
<p>Infelizmente uma das grandes borradas do programa <em>Surveyor</em> foi não se ter limpo a tal <em>Surveyor 3</em>. Que pelos vistos teve consigo durante os seus 30 meses de vida lunar (agora são coisa de 32 anos), uma bactéria muito terrestre, a <em>Streptococcus</em>, parece que alguém espirrou para cima da sonda antes de ser lançada, claro ninguém a limpou. Vejamos, então o que me interessa realçar disto tudo: possivelmente contaminamos a Lua com bactérias terrestres, portanto se havia algo nativo por lá, se bem que tal é altamente improvável, já deve ter contactado as taradas das <em>Streptococcus </em>que fizemos o favor de levar.</p>
<p>Tenho ainda dúvidas sobre a &#8220;limpeza&#8221; das sondas <em>Viking 1</em> e <em>2</em> &#8211; as primeiras sondas enviadas ao planeta vermelho. Se também levaram um bónus para lá, não me admira que encontremos uns bichinhos a chatear por lá, e que sejam muito, muito terrestres. Felizmente agora já se têm feito as coisas com mais cuidado, agora é tudo esterelizado, e só é aprovado o lançamento quando se tem a certeza que tudo está muito bem limpinho. Ainda assim, estampamos a <em>Galileu</em> contra Júpiter, isto é, supondo que alguma coisa consegue sobreviver naquele inferno de ventos e rajadas supersónicas e grandes pressões.</p>
<p>Note-se que a veracidade da sobrevivência da bactéria não é garantida empiricamente. <span class="new">Leonard D. Jaffe fez um estudo independente sobre o assunto, em que afirma que tudo não passa de um falso positivo, onde as bactérias infectaram a câmara após a sua captura (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Myth_of_Streptococcus_mitis_on_the_moon">Fonte</a>). A única maneira de se saber com certeza é enviar alguma coisa lá acima, mas como estamos todos muito mais preocupados com o planetinha vermelho, não se justifica perder tempo e dinheiro com o calhau hipoteticamente infectado. A meu ver se aquela bacteria conseguiu safar-se durante 30 meses, provávelmente ao fim de 32 anos já pode ter sofrido uma micro-evolução e estar bastante apta a vida lunar, bem&#8230; afinal de contas talvez já tenhamos colonizado a Lua, mas não da maneira como desejariamos.<br />
</span></p>
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		<title>Ceres e a missão Dawn</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jan 2009 10:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Giuseppe Piazzi foi o monge italiano que descobriu o quinto planeta, e por incrível que pareça ele não descobriu Júpiter. Na realidade descobriu o asteróide Ceres, o corpo mais visível da cintura de asteróides (situada entre Marte e Júpiter), Ceres tem cerca de 32% do total da massa da cintura, sendo de longe o corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/92/Giuseppe_Piazzi.jpg" target="_blank"><img style="border-color: black;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/92/Giuseppe_Piazzi.jpg" border="0" alt="" width="150" height="191" align="right" /></a>Giuseppe Piazzi foi o monge italiano que descobriu o quinto planeta, e por incrível que pareça ele não descobriu Júpiter. Na realidade descobriu o asteróide Ceres, o corpo mais visível da cintura de asteróides (situada entre Marte e Júpiter), Ceres tem cerca de 32% do total da massa da cintura, sendo de longe o corpo mais visível da região.</p>
<p>A descoberta foi feita no dia 1 Janeiro de 1801 &#8211; sim, no primeiro dia do ano (como se isso significasse alguma coisa). Guiseppe encontrou um corpo que se movia no sentido contrário ao &#8220;fundo estrelar&#8221;.  Inicialmente achou que fosse uma espécie de uma estrela fixa, mas ao ver que se movia concluiu que era um planeta ou uma nova estrela.</p>
<blockquote><p>Anunciei a estrela como sendo um cometa, mas como não é acompanhado por qualquer nebulosidade e, também, visto que tem movimento lento e uniforme, ocorreu-me muitas vezes que talvez fosse algo melhor que um cometa. Mas tenho de ter cuidado ao avançar com esta suposição para o público.</p>
<p><strong>Giuseppe Piazzi</strong>,<strong> </strong>numa carta ao astrónomo Barnaba Oriani<strong>.</strong></p></blockquote>
<p>Ceres, foi durante muitos anos considerado um asteróide, contudo hoje considera-se que seja na realidade um Planeta Anão &#8211; Lembram-se de Plutão? A ideia é a mesma. Pequeno demais para ser considerado um planeta, ou no caso de Plutão por ter uma orbita que não inspira confiança (durante uma ano plutuniano, tem um período em que chega a estar mais próximo do Sol do que Neptuno).</p>
<p>No 27 de Setembro de 2007 a <em>NASA</em> lançou a <em>Dawn</em>. Esta missão passa em colocar o satélite a &#8220;pedir boleia&#8221; a Marte durante quase meio ano marciano, explorar Vesta (um grande asteróide com 9% da massa da cintura de asteróides) e por fim Ceres. O objectivo da missão como todos as outras explorações a asteróides e cometas tem a ver com informação relativa a origem do sistema solar.</p>
<p>Além disso existe uma pequena e remota possibilidade de existir vida em Ceres &#8211; pequena é como se diz, Marte ainda não deu resultados por isso talvez seja quase equiparável. A ideia da missão é inspirada pelas anteriores missões <em>Voyager</em> (uma das missões mais famosas da história a par da missão <em>Pionner</em>), o objectivo é analisar mais do que um corpo como fizeram as <em>Voyager 1</em> e <em>2</em>, mas desta vez com mais detalhe, visto que as <em>Voyager </em>fizeram um chamado passeio rápido nunca entrando em orbita.</p>
<p>Em Fevereiro deste Ano (2009) a <em>Dawn</em> deverá chegar perto de Marte para apanhar a sua boleia, em Setembro de 2011 deverá chegar a Vesta, em Abril de 2012 despedir-se-á de Vesta a caminho de Ceres que deverá lá chegar para Fevereiro de 2015. Ainda temos muito que esperar, a viagem são de uns &#8220;míseros e insignificantes&#8221; 5 mil milhões de quilómetros.</p>
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		<title>Influências lunares</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 20:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Guerreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Sexta o Público na capa apresentava a descoberta de 4 planetas extra-solares, coisa nunca antes feita e ainda por cima detectados em imagens do espectro visível – para lerem mais sobre o assunto recomendo o post do Marco. Tenho a dizer sobre o assunto que até pode ser muito giro, mas realmente é assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na Sexta o <em>Público</em> na capa apresentava a descoberta de 4 planetas extra-solares, coisa nunca antes feita e ainda por cima detectados em imagens do espectro visível – para lerem mais sobre o assunto recomendo o post do <a href="http://bitaites.org/no-mundo-da-lua/e-depois-de-jupiter-o-infinito">Marco</a>.</p>
<p>Tenho a dizer sobre o assunto que até pode ser muito giro, mas realmente é assim tão importante? A resposta é relativa, saber e conhecer o cosmos nunca fez mal a ninguém – vamos ignorar o caso do Galileu. Relativa porque se por um lado lá vem a mania de que qualquer dia devido a merda que temos feito na Terra vamos ter de arranjar outro lugar para “parasitar” e voltar a fazer merda para voltar a procurar lugar, e assim sucessivamente. No outro lado também temos que admitir que se os “Al Gores” tem razão, e que estamos lixados dentro de 40 anos, então foi perda de tempo.</p>
<p>Posso estar para aqui a por uma perspectiva que os vindouros poderão gozar, mas se a Luz é a coisa mais rápida que existe, então é muito difícil que alguma vez consigamos chegar muito longe, e portanto começamos aqui no planetazinho azul e ficamos nele. Que o futuro me cale, ou dê razão.</p>
<p><a href="http://mouserunner.deviantart.com/art/Mr-Moooooooooon-39819692" target="_blank"><img style="border: 1px solid #545454;" src="http://fc36.deviantart.com/fs11/i/2006/257/4/8/Mr_Moooooooooon_by_MouseRunner.png" border="0" alt="Lua" width="598" /></a></p>
<p>Divaguei um pouco sobre algo que nem tem nada a ver com o assunto deste post, que na realidade é um desafio a comunidade cientifica, bem&#8230; quer dizer&#8230; é mais para aqueles projectos universitários que pretendem fazer descobertas e coisas parecidas. Ora o tal desafio é fazer uma lista de tudo em que a Lua afecta a vida na Terra.</p>
<p>Pode parecer que não, mas ao ser o astro mais próximo da Terra, e de facto é uma lua que tem um tamanho considerável em relação ao planeta. A tal lista não pode começar com coisas que todos sabemos como as marés, porque nesse caso não faria sentido. Muita coisa devemos a Lua, se repararmos bem na sua superfície marcada de crateras, ela livrou-nos de alguns potenciais “choques”. Claro que alguns não seriam muito perigosos, especialmente aqueles que são do tempo do início do Sistema Solar, além de comuns, não havia nada para matar por aqui.</p>
<p>Já há algum tempo que ela não sofre nada nem nós. Acho que poderia ser um espectáculo porreiro ver-se ao vivo um meteorito estampar-se na Lua – um pequeno, claro não quero arranjar um “trinta e um” que arrume a vida na Terra.</p>
<p>Certamente não seria tão bonito um asteróide daqueles tipo do tamanho do Texas. Sim daqueles que nos filmes do tipo “Impacto Profundo” vêem com vontade de serem rebentados pelas ogivas nucleares colocadas pelos corajosos heróis que lá foram para nos safar. Ora, imaginem o problema que não arranjávamos se a nossa lua fosse a vida num desses impactos. Dependendo de onde viesse ou a Lua mudava a sua órbita ou talvez fosse o momento de se festejar o facto dos Estados Unidos e da Federação Russa ainda terem um apresentável armamento nuclear.</p>
<p>A Lua afectou-nos ao longo da evolução, forneceu-nos as marés, que acabaram por influenciar a rotina dos seres marinhos, e indirectamente os terrestres e os aéreos. Para não falar em tudo o que ela fez na arte e no pensar humano ao longo do tempo e nas diversas culturas. Posso concluir que isto seria menos dinâmico e bonito sem a nossa vizinha cósmica.</p>
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