Parece-me que está na hora de mudar de calendário
por Miguel Guerreiro
Este é mais um dos meus milhentos queixumes que de vez em quando meto para aqui, a diferença é que este já vem de há bastante tempo. Bem, contando o começar disto, foi quando andava na primária, e em que começaram a ensinar-nos as datas e horas. Se por um lado as horas não foram grande novidade, o calendário era diferente, achem ou não estranho, mas quando um gajo é puto o tempo não é grande preocupação, existem porradas dele em todo o lado, e não há necessidade de o andar a registar.
Obviamente que sabia que haviam meses, e conhecia-os, mas por alguma razão não me dava ao trabalho de reparar nisso. Notava que as coisas mudavam, mas era como se fosse algo fora do meu alcance. Não que isso seja mentira. Era uma visão diferente, menos merda para atarantar a vida. Voltando a cena em si, pelo meio dos bonecos horrendos que faziam questão de colocar em todos os livros, e que pelos vistos continuam, e foram alargando aos poucos os anos em que os adicionaram, e sim já na altura não gostava deles. Não gostava de associar uma coisa “divertida” como os bonecos ao secão que era estar nas aulas.
Mas a comichão vinha de algo que achei estúpido, que eram os últimos quatro meses: Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, não corresponderem ao sétimo, oitavo, nono e décimo mês. Ainda por cima foram-me dizer que no segundo mês do ano aparecia para ali um dia por magia, de quatro em quatro anos, e que no ano em que isso acontecesse chamar-se-ia ano bissexto. Valente trabalho, apesar de não ser uma grande preocupação, reparei que ninguém sabia-me dizer porque raio é que aquele dia aparecia. Descobri mais tarde que “Deus” fez a Terra com tamanha precisão que num ano a ela não dá 365 voltas perfeitas sobre o seu eixo, e por isso se queremos fazer um calendário funcional temos de fazer alguma batota.
Agora lembrei-me disto, porque tenho uma proposta para fazer, em que tornaríamos as coisas muito mais lógicas. Que tal começar o Ano em Março e acabá-lo em Fevereiro? Não precisávamos de mudar o nome de coisa nenhuma, nem de fazer paragens na cronologia, teríamos curiosamente um ano qualquer com dois meses extras… mas por um lado não é a coisa mais estranha que já fizemos com calendários.
Por fim, Fevereiro acabaria o ano, e a festa de fim de ano, que eu simplesmente ignoro, mesmo que fosse feita neste modelo, seria feita no dia 28 deste mês, ou no 29 nos ditos anos bissextos. Vejamos lá a lógica por trás disto:
- Faz muito mais sentido por causa dos nomes daqueles quatro meses que referi anteriormente.
- O único mês com menos de 30 dias seria posto no fim da lista, não ficando tão mal na fotografia.
- Notava-se muito mais o ano bissexto, mas de qualquer das formas isto acaba por ser irrelevante.
- Talvez o pessoal arranjasse uma forma de fazer o dia 29 uma espécie de feriado extra.
- Podíamos começar o ano na Primavera, passando o “início” desta, que é uma coisa mais ou menos ficcional, para o dia um de Março, e seguir o exemplo para as restantes estações. Por consequência o ano acabava no Inverno.
PS: E não, isto não faz parte das melhores coisas que escrevi.







Eu apoio, principalmente as estações começarem em 1 de Março / 1 de Junho / 1 de Setembro e 1 de Dezembro pois faz muito mais sentido, e existem países que usam assim. Isso e o Feriado extra :p
E já agora definíamos o ano 0, noutra época qualquer, assim em alguma altura que tenha realmente acontecido algo importante.