Duas covers do The Dark Side of the Moon

Tenho andado para aqui a ouvir duas “covers” (o termo mais correcto devia ser tributo, mas cover é mais curto) do mítico álbum dos Pink Floyd, uma numa versão Dub Reggae dos Easy Star All-Stars, o já bem famoso The Dub Side of the Moon e outro do Billy Sherwood antigo membro dos Yes, com a participação de muitos outros artistas, o Return to the Dark Side of the Moon. Digo desde já que nenhum chega aos pés do álbum original, especialmente por não conseguirem criar um ambiente tão bem conseguido como o oferecido no original. Mas supreendentemente a versão Dub Reggae é melhor do que o Return do Sherwood, suponho que isto não devia acontecer, visto estarem muitos grandes nomes por trás do projecto.

Deve dar-se o devido valor, é difícil fazer-se uma cover de um álbum completo, quanto mais  do The Dark Side of the Moon, e de qualquer das maneiras este foi concebido da forma que foi por alguma razão. O Return to the Dark Side of the Moon tem duas músicas que acho que ficaram relativamente boas: o Us and Them e o Speak to Me. Creio que qualquer fã do filme Laranja Mecânica vai gostar de ouvir o Malcom McDowel na música.

A grande falha do projecto do Billy Sherwood deve-se a excessiva electronização (sim, inventei esta palavra) das músicas, e em alguns casos notam-se umas falhas aqui e ali, nada de muito grave. Noto uma especialmente na faixa Time, o baterista exagerou na forçae a edição de som não foi das melhores, o que tornou o som intrusivo. Por fim, novamente o Sherwood não se conseguiu conter e teve de fazer uma música de bónus para o álbum, Where we Belong, que supostamente estaria dentro do estilo do álbum, e que para ser honesto isto era dispensável, mas não posso criticar esta por ser uma má cover ou não, simplesmente porque esta é original, ou seja desta é que ele me lixou bem.

Quanto ao The Dub Side of the Moon, não creio como no outro, que seja um disco para se levar muito a sério. Pode ser giro para ouvir uma vez para desanuviar, mas é o quão longe este vai. Se o ambiente da música ficou distorcido no Return, neste é que ficou totalmente mutilado. Mesmo assim gostei bastante do Time e do Money que não estão nada mal. Fora disso, não consigo dizer que gosto, não sei se é por ter um certo espírito nostálgico ou conservador em relação ao original, ou simplesmente por não me soar como eu esperaria. Se não tiverem mais nada para fazer divirtam-se e percam uma horita ou duas a ouvir isto, podem encontrar a restante parte das músicas no youtube ou naqueles sítios que a gente cá sabe.


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