The Wall faz 30 anos
Foi em 30 de Novembro de 1979 que os Pink Floyd lançaram o seu nono álbum, e que viria a ser o seu trabalho mais conhecido. É uma Opera em Rock a semelhança de projectos anteriores, como o Tommy dos Who lançado 10 anos antes, ou o Lamb Lies Down on Broadway dos Genesis. Também tem em semelhança a estes o facto de ser um duplo álbum. The Wall conta uma história centrada no personagem Pink que é largamente baseado no baixista Roger Waters, e menos no primeiro guitarrista e líder da banda Syd Barrett.

O personagem é apresentado com diversos problemas ao longo da vida. A morte do pai na segunda guerra mundial, violência escolar por parte dos professores (um The Wall hoje em dia, bem que podia ser a historia de um professor brutalizado pelos alunos…), a mãe ser excessivamente protectora e por fim ter sido deixado pela mulher. Este último e o mais decisivo para a realização do muro, por ser a gota de água.
O grande single que saiu daqui foi a segunda parte do Another Brick in the Wall, ocasionalmente com o Happiest Days of Our Lives tocada antes desta, por existir uma transição suave entre as músicas. Também por isso, e erradamente, o Happiest Days of Our Lives é considerada parte integrante do Another Brick in the Wall. Outras músicas famosas que saíram daqui foram o Comfortably Numb e o Run Like Hell. O Another Brick in the Wall continua a ser uma das músicas rock mais conhecidas.
Mais tarde durante 1980 e 1981, com um bom número de efeitos “extra” o álbum foi tocado ao vivo durante uma curta tour. Foi lançado o duplo álbum, destes concertos, intitulado Is There Anybody Out There?. Contudo só foi lançado em 2000. Em 1982 a semelhança que os Who fizeram com o Tommy, lançaram um filme com o Bob Geldolf no papel de Pink. A meu ver este não foi grande coisa, e ainda os melhores momentos são devidos aos desenhos do Gerald Scarfe.
Ainda assim a “colecção” The Wall parece levar ainda com o álbum The Final Cut de 1983. Segundo o Gilmour, não é muito mais que uma reciclagem de material que foi recusada para o The Wall. Na verdade apesar de ter sido lançado pelos Pink Floyd, é um álbum a solo do Waters, e que consegue ser ainda mais obscuro que “o muro”. Tendo sido o último do Waters na banda
Por fim só há a adicionar o concerto feito em 1990 em Berlim. A ideia era boa, meteram-lhe sentido por ser uma espécie de obra de caridade, mas no fim foi um concerto vergonhoso. Bem, a culpa nem foi do Waters, porque o gajo portou-se bem no que lhe tocou, mas o pessoal que ele arranjou… Entre o pessoal que se juntou temos os Scorpions, Ute Lemper, Cyndi Lauper, Rick DiFonzo, Snowy White, The Band, Sinéad O’Connor, Joni Mitchel, Bryan Adams e Van Morrison.
Deixo um par de de músicas, a parelha Run Like Hell e Waiting for the Worms.










Artigo muito bom sobre o The Wall.
Parabéns!
Já tem 30 anos… como o tempo passa!
Também já havia publicado as minhas apreciações ao álbum, que o passei a ter como um conceito multimeios dos Pink Floyd (ou de Roger Waters).
E o muro caiu mesmo… há 20 anos! (Roger Waters – The Wall Live In Berlin -1990)
e neste também, que até é ao estilo do seu artigo:
O album The Wall dos Pink Floyd faz hoje (2007) 28 anos.
Nem por isso, este foi se calhar o pior post que alguma vez farei sobre o assunto, por uma razão simples, não escrevi muito mais que um resumo da Wikipédia. Não tinha olhado para ela, mas fui ver mais tarde e é essencialmente o que se trata, não tem nenhuma opinião séria ou uma crítica bem estruturada. Ainda tentei disfarçar ali e acolá com umas piadolas, mas é fraquito. Não estava inspirado, talvez um dia consiga escrever um post digno do The Wall
Já agora, não precisas das formalidades
, por acaso penso que já havia passado por esses posts, e o ano passado estive quase para referir o álbum, mas 30 anos é uma data mais redonda…