Perspectivas Abertas

Servem-se pequenas e saudáveis doses de ódio e ciência com aroma a baunilha.

Mixtape #1

Sim, porque também tenho direito a chatear-vos com as minhas manias musicais. Na verdade esta é uma mixtape no sentido literal, é que na realidade como não estou para comprar um autorádio novo todo moderno com leitor de MP3, tenho de me manter com um velho leitor de cassetes. Já a tenho esta gravada numa cassete de 60 minutos, e na verdade até já tenho a segunda gravada, mas como eu sou um sacana que não pode desperdiçar a oportunidade de transformar um post em dois, vou fazê-lo.

Primeiro, não sei até que ponto é que merece a pena, o pessoal desse lado não parece querer saber muito das músicas que tenho metido para aí, no tipo música + imagem. Dizer que não parecem querer saber muito até é elogiar, ainda estou a espera de um comentário relativo as músicas, por isso já percebem porque tenho uma certa relutância em fazer isto. Sim, como podem ver também não resisto a queixar-me ocasionalmente…

Como já disse esta foi feita para uma cassete de 60 minutos, como as cassetes têm dois lados está dividida em duas partes, uma para o lado A e outra para o B. Quanto as músicas é praticamente só Rock Progressivo, em especial contem com porradas de Pink Floyd, Supertramp, Genesis, e no lado Neo-Progressivo os Marillion, IQ e Arena.

Se querem um conselho relativamente bom para mixtapes os álbuns Breakfast in America e Crime of the Century dos Supertramp estão cheios de material para este tipo de coisa, praticamente todas as músicas dão para meter algures. A Kate Bush tem sempre presença marcada nas mixtapes que já tenho feitas, e a terceira tape está ainda “no forno”.

As transições entre faixas não estão lá muito profissionais, esta ainda foi feita a custo de muita paciência com o Audacity, que actualmente está cheio de bugs e crasha a cada cinco minutos, e por isso as transições entre as faixas é geralmente feita com um fade in e um fade out. A partir de agora passo a usar o Rezound que dá menos problemas, está ainda para me dar chatices, e o compressor deste mete o do Audacity a um canto.

Sem mais tretas eis a tracklist e os players:

Side A:

00:00 – Signs of Life – Pink Floyd

04:19 – The Wake – IQ

08:35 – Keep Talking – Pink Floyd

14:40 – Hide in your shell – Supertramp

21:25 – Won’t Get Fooled Again – The Who

Side B:

00:00 – Carry on Wayward Son – Kansas

05:35 – King of Twilight – Nektar

10:00 – Violin – Kate Bush

13:24 – Sultans of Swing – Dire Straits

19:20 – The Musical Box – Genesis

Só mais uma coisinha, eu sei muito bem que esta não está grande coisa, foi uma experiência, a segunda creio que ficou muito melhor, mas só a meto algures na próxima semana.

PS: Só para o caso de se estarem a interrogar se existe alguma semelhança entre isto que eu estou aqui para fazer e a rádio do Bitaites, é mera coincidência, está bem? Por acaso, eu já tinha feito esta Mixtape antes do Marco ter lançado o primeiro podcast. E mesmo o género sendo diferente ainda recomendo que vão lá dar um saltinho.

21 Fotografias Marcianas

Não há muito a dizer, há é mais para mostrar. Infelizmente as resoluções não são grande coisa e por isso não contem com wallpapers, isto é, a menos que usem um monitor pequeno como o de um Netbook, nesse caso podem a vontade. Tanto quanto consigo ver têm uma série de ilusões de óptica bem interessantes, pode ser uma pequena distracção por uns cinco ou dez minutos. Link.

Fav4

Dei com esta coisa no Tech4PC, trata-se de uma possível Homepage que podem usar em que podem definir uma série de páginas, forçosamente em grupos de 4, com botões para alguns dos mais famosos sites que provavelmente visitam. Na lista podem encontrar o Youtube, Google, Bing, Netvibes, Wikipedia, Yahoo!, Flickr, Twitter e muitos mais.

É porreiro, mas não vou usá-lo, bem o Opera já faz o favor de incluir o Speed Dial, que me deixa meter entre 4 a 25 sites a minha escolha. Ainda assim é capaz de ser relativamente útil para alguns de vós, especialmente para quem vergonhosamente ainda usa o Internet Explorer, ou mesmo o Firefox, visto que até agora todos os Speed Dials para este que vi até agora não são lá grande coisa. Escusam de me vir dizer que o “Google maravilhas Chrome” já trás uma coisa destas, de alguma maneira já o descobri, talvez por tê-lo instalado ou qualquer coisa do género. Link.

Foto e uma Música #7

What’s On TV por =iFreeze

I’m the Slime – Frank Zappa

Concorda com a revisão do estatuto do aluno?

Como é costume no início destes posts apimentados de ódio e de ideologia política incorrecta gosto de referir a minha musa inspiradora, sim musa, uma pequena homenagem ao Camões, que percebi que não se limitou a fazer uma exaltação aos feitos portugueses, mas incluiu algumas críticas bem construtivas, e por isso já é um gajo fixe. E esperem um post com alguma dose de eufemismos e um cuidado de escrita acima do que me é comum, porque não escrevo há algum tempo e por isso desafinei, por um lado para melhor por outro só para estragar.

A dita musa desta vez foi a rubrica, chamemos-lhe assim, intitulada de Conversas de rua do jornal O Comércio de Guimarães. A pergunta feita as pessoas, neste caso, supostamente todos alunos do secundário, foi a que deixei no título do post. Antes de mais, não é costume eu sequer pegar neste jornal, e a única coisa que sou capaz de ver é realmente esta rubrica, a parte curiosa é que quase sempre discordo com a opinião que é dada pelas cinco pessoas “entrevistadas”, na verdade costuma ser uma opinião repetida cinco vezes. Que das duas uma ou é culpa do jornal ou da originalidade da mentalidade dos transeuntes. Para não decepcionar discordo novamente.

Andei a ver pela Internet, e pelos vistos este tema vem a propósito de um pedido dos professores para uma revisão urgente do estatuto do aluno, pelo menos é o que diz o Jornal do Belmiro. Antes que levem a mal, não acho o Público assim tão mau, e surpreendentemente até simpatizo com o senhor Belmiro de Azevedo. Adiante, pelos vistos os professores estão tão queimados que já se vêem a rasca para aguentar os alunos, e o objectivo é retirar alguns dos privilégios destes e tentar encostá-los a parede, por outras palavras impor ordem com a lei. Mas aqui para nós desconfio que não é assim que se vai lá. Por outro lado, compreendo o que estão a tentar fazer.

A parte super gira disto tudo vem aí. Lembram-se dos cinco magníficos entrevistados? Pois bem, todos eles concordam com a revisão do estatuto. O problema é que concordam pelas razões erradas. Deixem-me explicar, os professores querem apertar os alunos porque acham que estes se andam a baldar demasiado e ficar muito desobedientes, nada que seja mentira diga-se de passagem. Os alunos querem a revisão do estatuto para que fiquem ainda mais livres e façam o mínimo possível, o que não fica muito longe do que já fazem.

Existe aqui um problema de interpretação, algo extremamente comum, e que nem me admira nada. E claro, estamos a falar do sistema de ensino, aquele grande mal que está sempre mal e que nunca deixa de estar mal. E que faça-se o que se fizer funciona mal, e nunca irá funcionar bem, porque toda a gente acha que funciona mal mas ninguém acha coisa nenhuma porque ninguém diz porque acha que funciona mal. Simplesmente acham que funciona mal, e pronto. Mas digam-lá qual é o grande problema. Sim, admito que não é perfeito, mas lá vai funcionando, e sejamos honestos para estragar mais vale estar quietos, o que importa é funcionar, certo? Obviamente, que convém com o tempo modernizar a coisa e adicionar-lhe umas quantas modificações.

A opinião geral destes alunos, e que não é propriamente generalizada por mim, é a seguinte:

Acho muito bem que seja revisto porque aquilo que temos agora é uma valente trampa. Se um gajo faz desporto chega cansado a casa e não pode estudar, e sim eu sei que faço desporto porque quero, mas deviam facilitar. Mesmo aqueles que não fazem desporto não têm tempo para estudar, ainda pior os que fazem desporto. Os testes intermédios só servem para lixar a vida a um gajo, podem fazer-nos perder o ano. Os exames nacionais também são maus porque podem fazer-nos perder o ano. Estudar para estes é um valor extra acrescido a vida que temos, e que já é muito difícil estudar. Não é nada bom nem se deve fazer uma avaliação de tudo num dado momento, é muito mau. A gente quase nem pode dar faltas por estar doente, é injusto. As aulas de substituição também são más.

É o típico puxa a sardinha para a minha brasa antes que eu morra a fome, não que eu fosse realmente morrer a fome porque posso pedir dinheiro ao paizinho para ir comer um BigMac, e depois para a sobremesa ver o Twilight em 3D.

Primeiro, estes são pelo que topo pelas idades (entre 15 e 19 anos) alunos do secundário, e meus amigos, vem aí uma super hiper mega novidade: Vocês já não são obrigados a ir para a escola! Não gostam? Há uma solução excelente, sabem qual é? Trabalhar! Sim, claro que me podem dizer que com a crise e tal não há trabalho, e até têm alguma razão, mas penso eu, e só eu, que se calhar se os pais e filhos juntassem o dinheiro que os catraios  vão gastar na escola em livros e merdas ao longo do ano, chegava para irem trabalhar para o estrangeiro.

Obviamente ninguém quer ir trabalhar, é difícil, suja as mãos e um gajo vem cansado. Mas porra, há o ordenado que sabe tão bem. Mas não queremos ser trolhas ou trabalhar num café, queremos ser todos engenheiros e trabalhar num escritório com computador com acesso premium ao porntube e a salas de chat de alta classe, e porque não a sites de apostas, como o poker. Isso é que é vida!

A mesma ordem de ideias aplica-se aos pais, que obviamente querem o melhor para os filhos e alguns só descansam quando os vêm a ser médicos, mesmo que só o consigam fazer aos cinquenta. O problema é que o sistema não pode absorver isto, simplesmente não pode, porque não foi feito para isso e como é óbvio nunca o fará, claro que existirá sempre uma taxa de desemprego, mas com o rumo das coisas por ambas as partes, isto não me parece que vá dar grande resultado.

Avante, e eis que temos o imbatível argumento do desporto. Olhem lá e é aqui que concordamos, não são obrigados a fazer desporto, certo? Se isso vos lixa assim tanto a vida, escolham: ou fazem desporto ou engordam a estudar. Não vejo o problema nisto. As escolhas têm de ser feitas para uma via ou por outra, não pode ser do género fico com as duas. Contudo eu sei perfeitamente que isto é um argumento furado e que nem faz sentido nenhum.

Agora quem não faz desporto não tem tempo de estudar, essa é boa, e a pergunta é porquê? Eu sei porquê, porque entre ver os Morangos com Açúcar ou os Ídolos e estudar álgebra a escolha é fácil, não é? Ver televisão, como é óbvio, senão que caralho é que a gente vai falar com os colegas amanhã? Coisas interessantes e úteis? Debates sérios sobre matéria viável? Fuck that shit! Bora mas é falar das telenovelas, mas só daquelas que são In, as outras que a gente vem com a mamã é melhor não se dizer uma palavra, não vá ficar mal na pintura.

Vamos então a questão dos testes intermédios, que por acaso e pasmem-se comigo: São uma boa ideia! Surpreendente um gajo poder dizer tamanha heresia, não é? Mas é verdade, para quem não sabe, os testes intermédios são testes feitos a determinadas disciplinas, como a Matemática, e disciplinas específicas como por exemplo Física e Química ou Biologia e Geologia. Que são feitos em Lisboa pelo Ministério da Educação, baseados no programa que é suposto os alunos saberem, e que deveriam ser feitos em todas as escolas como se fossem um exame nacional, ou seja tudo a mesma hora.

Na realidade este é teoricamente o teste perfeitamente justo, porque toda a gente o faria ao mesmo tempo e como é igual, as oportunidades são iguais para todos. Na realidade isto não acontece, porque algumas escolas optam por não o fazer, sim na realidade é uma opção da escola, por isso vão mas é reclamar a escola. Ou porque os professores não são lá grande coisa e não ensinam bem a matéria. Ou o caso que ninguém quer admitir, que é os alunos não estudarem ou não quererem saber da matéria nas aulas e depois choramingarem por tirarem más notas.

Duvido muito que um teste mau, ou dois ou mesmo três vos faça perder o ano, os professores de hoje são tão moles que não vos lixam a vida a menos que queiram, mas a solução é simples, apliquem-se. Só que claro, isso é trabalhoso, e não vá um gajo estragar-se com o esforço, pode borrar as calças se fizer demasiado, e calças borradas não é nada cool, e é uma das coisas que não se pode mostrar a malta.

Os exames novamente são uma coisa excelente porque permitem manter controlo sobre as escolas, obrigam a que se dê o programa/matéria e como é igual para toda a gente é justo. De outra forma seria fácil uma escola parecer bem por aprovar muitos alunos, mesmo que estes não soubessem porra nenhuma. Os testes intermédios também são bons por causa dos exames nacionais, permitem que se preparem para o exame  que irão fazer, e se habituem ao tipo de prova.

O que estes gajos todos querem é isenção de avaliação, toda a gente tira a nota máxima, vão todos para altos cargos e toda gente fica feliz. Felizmente isto não acontece, existem períodos de avaliação para ver quem é capaz de fazer alguma coisa, ou a diferença entre quem é bom aluno e quem é mau aluno. A avaliação é essencial, não tentem fugir com o cu a seringa ou tapar o Sol com a peneira.

Quase no fim disto, vamos lá a questão das faltas. Primeiro, e honestamente não acho que exista aluno algum que precise de dar tantas faltas quanto isso. Segundo é uma boa maneira para evitarem baldar-se. Quanto a questão da doença, se precisam de ficar assim tantas vezes doentes, existe uma coisa que se dá nas aulas de Biologia que é a Selecção Natural cujo autor é aquele gajo barbudo chamado Darwin, e segundo ele se ficam tanto tempo doentes não são grandes exemplos a seguir na espécie. E se não fossem humanos por esta altura a natureza da selecção já tinham arrumado convosco. Não existe razão nenhum para atrasar as coisas a conta disto, as necessidades da maioria a frente das dos poucos.

Por fim mesmo que seja por doença os testes não irão aparecer assim do nada, os professores, esses bichos tão maus como as cobras, são até capazes de dar umas aulas extra aos alunos para os prepararem para fazer o tal teste. Na verdade esta avaliação é só para ver se andam ao ritmo dos outros. Agora expliquem onde está o problema disto.

Por fim, e excepcionalmente quanto as aulas de substituição até têm alguma razão. Alguma, na parte em que aquilo não serve para fazer nada. Mas já pensaram que talvez não seja para se fazer nada? Deixem-me explicar, em parte os vossos pais gostam que vão para a escola para não vos aturar. E estes ficam muito mais descansados se ficarem dentro de uma sala de aula com um adulto a supervisionar as coisas do que lá fora a asneirar. A este propósito as aulas de substituição são um sucesso…

Agora vem a parte irónica disto tudo, em que eu faço uma pequena confissão, e desta vez é a seguinte, como aluno sou bastante medíocre. Não tiro grandes notas, mas não culpo o sistema de ensino por isso, não faz sentido, se no básico não se pode criticar porque um gajo não sabe o que diz, no secundário não pode criticar porque além de continuar a não se saber o que se diz, não se é obrigado a lá estar. Mais, apesar de ser irresponsável ao ponto de muito raramente fazer trabalhos de casa, uma analogia quase digna é como ver um unicórnio cor-de-rosa invisível, e nunca entregar papeis a horas. Pasmem-se se vos disser que nunca adormeci, nem perdi um autocarro. Quanto a chegar atrasado, só por raro descuido, e podem-se contar as vezes pelos dedos das mãos de uma pessoa.

Mas este é o típico problema português. E todo o problema de Portugal e dos portugueses tem uma solução, e que todos sabemos qual é. O nome dessa solução é Salazar. Especialmente a educação, até metemos o Hermano Saraiva novamente a Ministro da Educação, toca a aproveitar enquanto há tempo.

Ouvi há dias na rádio que Portugal é dos países mais insatisfeitos com a Democracia. Isto quer dizer dizer que não gostam? Pois bem, então venha daí o Fascismo de volta, acreditem é bom, o tuga só anda bem a levar marretada dos superiores, por isso venha ele. “No tempo de Salazar é que era…” ou O Salazar, digam o que disserem, até era um grande homem.” são frases típicas do português democraticamente frustrado. O homem até ganhou o título de melhor português de sempre.

O que se quer é que Deus, a Pátria e a Austeridade se concentrem todas numa só pessoa, isso já aconteceu, o Messias de Portugal foi grande António de Oliveira Salazar. E aquele maricas do Marcelo Caetano que o substituiu era um fraco, até era gajo para ser gay. O Salazar é que era homem! Infelizmente teve uma morte horrenda nas mãos daquela maldita cadeira que condenou o destino do país, da moral e dos portugueses. Aproveitando esta desgraça apareceram esses liberais e comunistas de um cabrão que foderam tudo. Está na altura de ir buscar as pás, vamos desenterrar o Salvador da Pátria!

Na realidade não iria adiantar de muito. Salazar morreu a 27 de Julho de 1970. Negro dia para o país de Camões. Contudo não há razões para grandes medos, não temos Salazar mas temos o senhor PNR, o adorado pseudo-nazi-fascista José Pinto Coelho que irá retomar ponto por ponto tudo o que o adorado Salazar deixo para ser feito. Começando por expulsar tudo o que não seja do bom sangue de Afonso Henriques e fazendo mudanças importantíssimas como devolver o nome original de Ponte Salazar, aquela ponte avermelhada que agora tem um nome esquerdista. Tragam tudo de volta, que irão ver o que é bom, no que me toca se o fizerem só peço um bilhete de avião daqui para fora, ou se isto for pedir muito, sejam então umas horitas de antecedência, só o suficiente para pegar nas tralhas e saltar para o lado de lá da fronteira, longe de mim atrasar a retoma de Portugal a sua alta glória fantasiosa.

Parece-me que está na hora de mudar de calendário

Este é mais um dos meus milhentos queixumes que de vez em quando meto para aqui, a diferença é que este já vem de há bastante tempo. Bem, contando o começar disto, foi quando andava na primária, e em que começaram a ensinar-nos as datas e horas. Se por um lado as horas não foram grande novidade, o calendário era diferente, achem ou não estranho, mas quando um gajo é puto o tempo não é grande preocupação, existem porradas dele em todo o lado, e não há necessidade de o andar a registar.

Obviamente que sabia que haviam meses, e conhecia-os, mas por alguma razão não me dava ao trabalho de reparar nisso. Notava que as coisas mudavam, mas era como se fosse algo fora do meu alcance. Não que isso seja mentira. Era uma visão diferente, menos merda para atarantar a vida. Voltando a cena em si, pelo meio dos bonecos horrendos que faziam questão de colocar em todos os livros, e que pelos vistos continuam, e foram alargando aos poucos os anos em que os adicionaram, e sim já na altura não gostava deles. Não gostava de associar uma coisa “divertida” como os bonecos ao secão que era estar nas aulas.

Mas a comichão vinha de algo que achei estúpido, que eram os últimos quatro meses: Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro, não corresponderem ao sétimo, oitavo, nono e décimo mês. Ainda por cima foram-me dizer que no segundo mês do ano aparecia para ali um dia por magia, de quatro em quatro anos, e que no ano em que isso acontecesse chamar-se-ia ano bissexto. Valente trabalho, apesar de não ser uma grande preocupação, reparei que ninguém sabia-me dizer porque raio é que aquele dia aparecia. Descobri mais tarde que “Deus” fez a Terra com tamanha precisão que num ano a ela não dá 365 voltas perfeitas sobre o seu eixo, e por isso se queremos fazer um calendário funcional temos de fazer alguma batota.

Agora lembrei-me disto, porque tenho uma proposta para fazer, em que tornaríamos as coisas muito mais lógicas. Que tal começar o Ano em Março e acabá-lo em Fevereiro? Não precisávamos de mudar o nome de coisa nenhuma, nem de fazer paragens na cronologia, teríamos curiosamente um ano qualquer com dois meses extras… mas por um lado não é a coisa mais estranha que já fizemos com calendários.

Por fim, Fevereiro acabaria o ano, e a festa de fim de ano, que eu simplesmente ignoro, mesmo que fosse feita neste modelo, seria feita no dia 28 deste mês, ou no 29 nos ditos anos bissextos. Vejamos lá a lógica por trás disto:

  1. Faz muito mais sentido por causa dos nomes daqueles quatro meses que referi anteriormente.
  2. O único mês com menos de 30 dias seria posto no fim da lista, não ficando tão mal na fotografia.
  3. Notava-se muito mais o ano bissexto, mas de qualquer das formas isto acaba por ser irrelevante.
  4. Talvez o pessoal arranjasse uma forma de fazer o dia 29 uma espécie de feriado extra.
  5. Podíamos começar o ano na Primavera, passando o “início” desta, que é uma coisa mais ou menos ficcional, para o dia um de Março, e seguir o exemplo para as restantes estações. Por consequência o ano acabava no Inverno.

PS: E não, isto não faz parte das melhores coisas que escrevi.

Minitube

Actualmente é bastante fácil usar programas para ver vídeos do Youtube no Linux sem precisar de usar o navegador, e aguentar a péssima performance que o Flash tem neste sistema, e em especial com máquinas antiquadas. Talvez o método mais fácil e comum seja usar o Totem com um plugin que permite fazer isto, agora tanto o Totem como a dita extensão são relativamente comuns na maioria das distribuições comuns.

Se fazem parte dos gajos que como eu, têm ficado desapontados com a performance do Totem nos últimos anos, e que acabaram por mudar de programa de vídeo para o MPlayer, Xine ou VLC, e removeram o Totem, o Minitube pode vir mesmo a calhar. Primeiro, tenho a dizer que estou a usar uma versão já desactualizada, a versão 0.7, muito por culpa de não ter encontrado um RPM com uma versão mais decente ou por não ter vontade de compilar. De qualquer das formas não tive qualquer problema com ele, se quiserem ver vídeos em HD recomenda-se usarem a última versão, a 0.81.

O mecanismo de utilização é simples: Escreve-se o que se quer ver, e uma lista de vídeos aparece a esquerda. Aviso já que este programa é básico, só serve praticamente para isto, e em certa medida não esperem aqui um Miro/Democracy. Felizmente é bastante leve e funciona bem. Pelos vistos ainda não há versão que funcione em Windows, por isso terão de esperar, mas visto que é o único sistema em que o Flash funciona relativamente bem, não têm grande necessidade. Já agora também há versão para MacOS, e obviamente para GNU/Linux. Link.

O fenómeno popularidade no Vista e Seven

Reacção do primeiro gajo que usou os últimos dois sistemas operativos da Microsoft: Window Vista e Windows Se7en, respectivamente.

Algumas coisas brilhantes que tenho ouvido

O teu signo é privilegiado este ano.

Pois nem mais, mas como já escrevi sobre o assunto não me estico.

A masturbação é uma coisa que se faz sozinho.

Grandiosa novidade, deixem que vos diga.

Deus deu-vos inteligência, movimentos, e tudo. Claro que há os casos em que infelizmente têm problemas.

Um caso de lógica perfeita.

Advogados do estado nunca perdem.

Uma nova lei da física ou qualquer coisa do género.

Edison inventou a electricidade.

Estupidez comum, e que se vê em todo o lado desde os telejornais a livros. Ninguém inventou a electricidade, foi descoberta, não inventada.

Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem…

Quase toda gente disse isto, pelos vistos é uma tanga popular que não faz sentido nenhum. Das duas umas ou existem ou não, e se existem não é uma questão de acreditar. E não não existem, é só tramoias.

10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte

Tenho primeiro a dizer que sou um daqueles gajos que acha que a discografia portuguesa toda, exceptuando dois ou três discos, sendo um deles este, deveria ser levada para um alto forno e derretida para o esquecimento. O título do post é o título de um álbum de rock progressivo lançado em 1978, pelo José Cid. Sim, o José Cid, o homem que acabou com uma associação obscura com bananas e macacos.

Dei com isto por mero acaso, e reparo agora que algumas das minhas descobertas musicais só acontecem por acaso, e se não fizesse o que fiz nunca ouviria o que ouço actualmente. Desta vez devo-o ao Lastfm. Ou melhor, tudo começou algumas horas antes quando estava com um gajo a comparar artistas, e um leva a outro, e em coisa de meia hora estávamos a comparar os artistas portugueses.

Quando voltei a casa, e por não ter mais nada para fazer, continuei a fazer aquilo, não me recordo muito bem a ordem, só sei que acabei por ver a página do Zé Cid. E ainda mais inexplicável foi ter tido a curiosidade de ver os álbuns dele, coisa que não havia feito com os que vira anteriormente. Foi aí que encontrei o dito álbum, e nem imagino a cara que fiz quando carreguei nele e nas tags lia perfeitamente “progressive rock”.

Se não fosse por esta cover, provavelmente não o tinha descoberto.

Aposto que se houve uma altura em que as minhas sinapses cerebrais começaram a tripar e a cometer uma orgia em massa, foi aí. Foi como um avistamento de um unicórnio cor-de-rosa invisível. Eu como qualquer um só tinha ouvido dele aquelas músicas cidianas, que… bem não são assim tão brilhantes. Fui ver as faixas e acabei no Youtube a ouvi-las, e sim podem ouvir todo o álbum lá.

Para minha surpresa extra, o álbum até não é mau, e para ser honesto é bom. Teclados e sintetizadores por tudo quanto é sítio, mas não me importo nada, pelo contrário, e mesmo com isto o guitarrista ainda teve espaço para uns solos. Parte ainda mais interessante é que é uma Opera de Rock, muito mais reduzida que outras como a Subterranea (IQ), The Wall (Pink Floyd), Tommy (The Who) ou The Lamb Lies Down on Broadway (Genesis) que são duplos álbuns, e esta tem só 40 minutos. O que em certa medida facilita a compreensão da história. E por falar em história, trata-se de uma fuga de uma Terra apocalíptica e de um regresso a uma Terra novamente virgem. Para quem tiver dificuldades em compreender a história, dentro do livrinho que vem com o CD tem imagens para facilitar ainda mais a sequência de acontecimentos.

Os vocais encaixam bem dentro do estilo, e as letras não são propriamente fenomenais, mas comparando com o resto do que se faz por cá, nem me atrevo a reclamar. Tenho lido por aí algumas coisas interessantes, como a referência a página respectiva disto no Progarchives, em que está-lhe atribuído a cotação de 5 estrelas. Isto é uma treta, primeiro porque muito mais de metade das 5 estrelas dadas, aposto que foram por portugueses, só para dar melhor aspecto a isto. Dentro do estilo do progarchives, 4 estrelas é perfeitamente justo, e muito bom.

De qualquer das formas andava a procura de um trabalho conceptual deste género há algum tempo, e o choque foi ter saído do José Cid. Pelos vistos não sei o que se passou, mas tenho a impressão que ele deve ter ficado chateado quando lançou isto, e ninguém reparou. Ainda para adicionar a lista das decepções, esta obra, pelos vistos, é mais conhecida fora de Portugal do que dentro dele. Muito pior ainda foi nunca ninguém me ter dito que tal coisa existia.

Já não tenho grande coisa para dizer, tratem de ir ouvir, é bom material para os ouvidos. O José Cid fez o trabalho de pianos, sintetizadores, melotrons, etc. O Zé Nabo, é o guitarrista e baixista, e portou-se muito bem. Mike Sargeant, creio que só contribuiu com a guitarra na segunda faixa, “O Caos”. Ramon Galarza é o homem da bateria, e que também fez um bom trabalho, que ao contrário da maioria dos bateristas pop/rock não violou a música com a percussão.