Perspectivas Abertas

Servem-se pequenas e saudáveis doses de ódio e ciência com aroma a baunilha.

10 Janeiro, 2010

10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte

Tenho primeiro a dizer que sou um daqueles gajos que acha que a discografia portuguesa toda, exceptuando dois ou três discos, sendo um deles este, deveria ser levada para um alto forno e derretida para o esquecimento. O título do post é o título de um álbum de rock progressivo lançado em 1978, pelo José Cid. Sim, o José Cid, o homem que acabou com uma associação obscura com bananas e macacos.

Dei com isto por mero acaso, e reparo agora que algumas das minhas descobertas musicais só acontecem por acaso, e se não fizesse o que fiz nunca ouviria o que ouço actualmente. Desta vez devo-o ao Lastfm. Ou melhor, tudo começou algumas horas antes quando estava com um gajo a comparar artistas, e um leva a outro, e em coisa de meia hora estávamos a comparar os artistas portugueses.

Quando voltei a casa, e por não ter mais nada para fazer, continuei a fazer aquilo, não me recordo muito bem a ordem, só sei que acabei por ver a página do Zé Cid. E ainda mais inexplicável foi ter tido a curiosidade de ver os álbuns dele, coisa que não havia feito com os que vira anteriormente. Foi aí que encontrei o dito álbum, e nem imagino a cara que fiz quando carreguei nele e nas tags lia perfeitamente “progressive rock”.

Se não fosse por esta cover, provavelmente não o tinha descoberto.

Aposto que se houve uma altura em que as minhas sinapses cerebrais começaram a tripar e a cometer uma orgia em massa, foi aí. Foi como um avistamento de um unicórnio cor-de-rosa invisível. Eu como qualquer um só tinha ouvido dele aquelas músicas cidianas, que… bem não são assim tão brilhantes. Fui ver as faixas e acabei no Youtube a ouvi-las, e sim podem ouvir todo o álbum lá.

Para minha surpresa extra, o álbum até não é mau, e para ser honesto é bom. Teclados e sintetizadores por tudo quanto é sítio, mas não me importo nada, pelo contrário, e mesmo com isto o guitarrista ainda teve espaço para uns solos. Parte ainda mais interessante é que é uma Opera de Rock, muito mais reduzida que outras como a Subterranea (IQ), The Wall (Pink Floyd), Tommy (The Who) ou The Lamb Lies Down on Broadway (Genesis) que são duplos álbuns, e esta tem só 40 minutos. O que em certa medida facilita a compreensão da história. E por falar em história, trata-se de uma fuga de uma Terra apocalíptica e de um regresso a uma Terra novamente virgem. Para quem tiver dificuldades em compreender a história, dentro do livrinho que vem com o CD tem imagens para facilitar ainda mais a sequência de acontecimentos.

Os vocais encaixam bem dentro do estilo, e as letras não são propriamente fenomenais, mas comparando com o resto do que se faz por cá, nem me atrevo a reclamar. Tenho lido por aí algumas coisas interessantes, como a referência a página respectiva disto no Progarchives, em que está-lhe atribuído a cotação de 5 estrelas. Isto é uma treta, primeiro porque muito mais de metade das 5 estrelas dadas, aposto que foram por portugueses, só para dar melhor aspecto a isto. Dentro do estilo do progarchives, 4 estrelas é perfeitamente justo, e muito bom.

De qualquer das formas andava a procura de um trabalho conceptual deste género há algum tempo, e o choque foi ter saído do José Cid. Pelos vistos não sei o que se passou, mas tenho a impressão que ele deve ter ficado chateado quando lançou isto, e ninguém reparou. Ainda para adicionar a lista das decepções, esta obra, pelos vistos, é mais conhecida fora de Portugal do que dentro dele. Muito pior ainda foi nunca ninguém me ter dito que tal coisa existia.

Já não tenho grande coisa para dizer, tratem de ir ouvir, é bom material para os ouvidos. O José Cid fez o trabalho de pianos, sintetizadores, melotrons, etc. O Zé Nabo, é o guitarrista e baixista, e portou-se muito bem. Mike Sargeant, creio que só contribuiu com a guitarra na segunda faixa, “O Caos”. Ramon Galarza é o homem da bateria, e que também fez um bom trabalho, que ao contrário da maioria dos bateristas pop/rock não violou a música com a percussão.


27 Dezembro, 2009

O Universo com 6 mil anos

Estava eu muito entretido pela Internet até que deparei-me com um site de uma tal de Creation Ministries International, que por trás está uma colecção de criacionistas a maioria deles australianos. A semelhança do nosso grande amigo Kent Hovind estes também são daqueles que pensam que o Universo só tem 6 mil anos. Aposto que o Hovind só não está na lista porque foi preso por fuga ao fisco. Alguns podem pensar que isto foi uma coisa excelente ele ter acabado na prisão, mas se querem que vos diga aposto que por esta altura já deve ter convertido para as suas pseudo-teorias uma boa dose dos seus novos amigos e companheiros, incluindo alguns dos guardas.

Deixando o Hovind em paz que deve ter muito que brincar com os seus novos colegas, apresento hoje o Dr. John Hartnett. Sim, este parece que é mesmo doutor, não é daqueles gatos pingados que fazem de conta como o Kent. Está também na hora de apresentar outra novidade: a CreationWiki. Se pensavam que a Conservapedia era uma obra prima, esta mete-a a um canto. Se não acreditam façam uma pesquisa na Wikipédia e na CreationWiki sobre o Big Bang. Aparentemente são iguais, mas quando analisarem o tamanho dos problemas apontados, ou melhor ainda, evidências contra, e vão perceber do que estou a falar.

Uma visita a CreationWiki com o nome John Hartnett irá apresentá-lo muito bem, resumidamente, é um professor de física da University of Western Australia. Este é o tipo de indivíduo que levou aquela “pequena” lavagem cerebral da igreja quando era pequeno, e quando já era homem, um dia de manhã a fazer a barba olhou-se ao espelho, e pensou: “Olha, sou tão bonito que só posso ser uma obra de Deus, só pode“. Por isso achou boa ideia lavar o que ainda restava do próprio cérebro e aproveitar para fazer o mesmo a mais alguns que encontrasse pelo caminho.

A pergunta que se me impõe sempre é que raio é que os cristãos podem querer mais que o Big Bang? Vá, a teoria não é propriamente religiosa, mas encaixa bem dentro das tretas que estes gajos querem tanto acreditar. Aí têm uma criação, agora metam um deus a desencadear o Bang e a dar uma vista de olhos a volta do seu trabalho. O Papa João Paulo II, que sendo papa, fora a maior autoridade realmente existencial da igreja católica, foi pelo menos esperto o suficiente para dizer que o Big Bang está de acordo com as crenças cristãs. Agora vêm estes malucos dizerem que não, nada disso, o Universo só tem 6 mil anos.

Claro que se estes viessem com o Big Bang eu iria usar os meus bons e velhos truques para tentar limpar Deus da equação. A questão é simples, existem para aí alguns físicos que estragam tudo quando começam a dizer que o Big Bang parece o Génesis, a ideia é de que Deus desencadeou o nascimento do Universo, visto que neste modelo ainda não existe uma causa provocadora, e por um lado compreendo, porque não vejo onde a possam arranjar. Mas a questão que se segue é de onde veio Deus? A resposta destes é, geralmente, Deus criou-se a si mesmo. Mas se Deus criou-se a si mesmo, porque raio é que o Universo não o pode fazer? Sim, porque raio é que não removemos Deus da equação, e simplesmente dizemos que o Universo criou-se a si mesmo?

Toda esta série de pseudo-teorias seria facilmente evitável com um simples processo: Sempre que um físico que queira ter qualquer relação com a astronomia, no fim do curso seria levado para um quarto escuro. Quando digo escuro, quero mesmo dizer escuro, nenhum tipo de radiação lá dentro. Se o gajo é católico iriam buscar aqueles nossos amigos da Maçonaria, que eles tanto gostam, e davam-lhes um daqueles rituais de iniciação de que são normalmente acusados. Por fim, o gajo ficava dentro do quarto durante mais três dias sem comida e totalmente isolado. No fim, dois gajos com um holofote chegavam-se perto dele, injectavam-lhe o dito soro da verdade e com o holofote apontado a cara do candidato, perguntavam-lhe como é que ele achava que o Universo havia começado. Se ele dissesse por exemplo, o Universo não começou e é estático, os gajos diriam – “Ok, podia ser melhor, mas está bem, passaste.” - Iam buscar uma daquelas canetas com flashes que apagam memórias ao estilo do MIB. Por outro lado se a resposta fosse Deus fez o Universo há 6 mil anos, os inspectores simplesmente diriam – “Não, não dá pá. Veste lá este colete de forças que vais agora para um quarto branquinho.”

Podia tentar ser um pouco simpático com estes tipos, mas não dá, eles são malucos. Este dito Hartnett baseia-se nos trabalhos do Halton Arp. O Arp diz que as nossas interpretações do desvio para o vermelho (redshift), que é dado como um indicador do afastamento das galáxias, estão erradas. Primeiro, temos de ser modestos porque os trabalhos deste só envolvem alguns Quasares, e entre se admitir que podemos estar errados quanto ao desvio para o vermelho ainda vai uma distância boa até se poder dizer que o Universo não se está mesmo a afastar.

Os Quasares são tidos como os objectos mais distantes de nós, e admitindo o Big Bang como modelo eles são aquilo que existiria neste local do Universo há uns bons milhares de milhões de anos. Tal deve-se a que a luz move-se a uma velocidade limitada, e por isso quanto mais longe apontarmos os telescópios mais antiga é a luz que vemos de lá. Se observarmos um objecto a 10 mil milhões de anos-luz, quer dizer que a luz saiu de lá há 10 mil milhões de anos, e por isso vemos o objecto como ele foi no tempo em que a luz saiu de lá, e não como é actualmente.

Em 6 mil anos nem sequer podemos ver a nossa própria galáxia como deve de ser, não existe tempo para os fotões fazerem a viagem. Mesmo que os Quasares estejam na vizinhança cósmica como defende o Arp, isso não resolve problema nenhum para estes tipos. Estive para aqui a ver o Génesis, e pelo que percebi ele criou o Espaço no primeiro dia: «No principio, Deus criou o céu e a terra.» Ora, para criar isto precisou de espaço, certo? Quanto a origem do Tempo, é decepcionante não encontrar algo, será que o fez ao mesmo tempo que o Espaço? Vou assumir que sim. Isto no primeiro dia.

Pelos vistos Deus levou 5 dos 6 dias ocupado com material da Terra, e claro com o Sol. Tendo-se ocupado do resto do universo só no quarto dia. Então ele levou 5 dias para fazer isto? A Terra é o melhor que ele consegue fazer? Maldita decepção, cinco dias de trabalho, deixem-me que vos diga para um ser supremo não estou de forma alguma admirado. Quer dizer 5 dias para o Sistema Solar (isto é, entre aspas, porque não há referência aos planetas) e um único para os triliões e triliões de estrelas e outros objectos no Universo. Está-me a parecer que ele só teve vontade de trabalhar a sério no quarto dia.

Portanto no primeiro dia temos o Espaço, o Tempo e a Terra. E de onde raio é que saiu o resto? Apareceu magicamente? Puff! E apareceram galáxias recheadas de estrelas por tudo quanto é sítio. Voltando ao tamanho do Universo, tenho a dizer que é impossível que ele tenha sido formado em tão pouco tempo. Eu já tenho problemas com o pouco tempo que passou num Universo com o Big Bang, e agora vêm estes gajos dizer que o Universo é uma milionésima insignificante desse tempo.

Só existe uma forma de explicar isto que é pela VSL (Variable Speed of Light) ou se quiserem c-decay (decaimento da suposta constante c, que é a luz). Admito que a VSL é uma maneira muito inteligente de tentar solucionar alguns dos problemas do Big Bang, como alternativa a Inflação Cósmica. Contudo existe um grande problema, que é extremamente agravado num Universo com 6 milénios. O problema é que se a velocidade da luz foi ficando mais lenta com  o tempo, então podemos verificá-lo. A diferença é que num Universo à lá Big Bang, temos 13,7 mil milhões de anos e a redução deve ser suave, e por isso mais difícil de verificar. Agora em 6 milénios tem de existir uma super velocidade da luz original, para dar tempo a luz para se deslocar pelo cosmos num período de tempo tão pequeno.

A diferença de tempo é tão pequena e a medir pela velocidade da luz original, poderíamos fazer um teste relativamente simples. Visto que a velocidade da luz tende a decair para um valor muito inferior num período de tempo como 20 anos, que representaria 1/300 desde a génese do Universo, poderíamos ver a velocidade a cair. A não ser por acção de uma força divina, o que seria “batota” para um cientista, não faz sentido que o decaimento não continue. Diga-se que tanto quanto sei, a velocidade da luz ainda é tida como constante há muitas décadas.

A Terra tem de facto 4600 milhões de anos, tanto esta como o resto do Sistema Solar. Não há volta a dar, o Universo tem de ser mais velho que isto. Tanto é que tem de ser bem mais velho. Visto que todos os elementos acima do Hidrogénio e do Hélio são formados nas estrelas, e isto também depende do tamanho destas, precisamos de pelo menos uma ou duas gerações de estrelas bem grandes para formar elementos pesados. E este tipo de elementos são relativamente comuns no nosso sistema planetário, e até temos o Urânio que é extremamente pesado.

Além disso que tal o registo fóssil? Esperem aí, no site ainda existe um DVD – que aconselho vivamente a NÃO COMPRAREM – em que se pode ver um trailer, o pseudo-documentário é intitulado como Darwin: The Voyage that Shook the World. No trailer podem ver uma coisa espectacular que é mais ou menos esta pergunta: Será que as observações de Darwin ainda se mantêm de pé ao fim de 150 anos? A resposta é: Sim, caralho, claro que sim. Mais do que nunca.

Não há duvidas, quanto a base teórica o Darwin acertou em tudo, e já agora não custa nada lembrar do seu contemporâneo Alfred Wallace que chegou as mesmas conclusões num trabalho independente. Também não se pode explicar a existência dos fósseis num Universo tão pequeno, simplesmente também não é possível. Geralmente alguns destes malucos, dizem que os fósseis foram postos por Deus para testar a nossa fé. Ou que foi o Satanás para criar descrédito em Deus. Esperem aí, primeiro vamos acreditar nos fósseis só para ver o que Deus faz, como por exemplo, um segundo dilúvio. Digam-lá que não era um bonito espectáculo, e desta vez a arca teria de ser maior, parece que apareceram mais animais desde o último, é que com o tamanho da antiga já lá não cabem todos. E para não haver descriminação talvez levássemos um macho uma fêmea de cada, e já agora mais dois machos e mais duas fêmea.*

E já agora quem é que se lembra dos estratos geológicos? Pois bem, se querem acreditar que um dilúvio seria capaz de o fazer, então provem-no. Peguem em areia, e duas ou três variedades de terra, encham o fundo da vossa banheira com isto. Molhem-na um bocadinho todos os dias, até por volta de um mês, para que ela fique mais compacta. Ao fim disto, comecem com o dilúvio, isso mesmo comecem a enchê-la, mas sem exageros, só até taparem a terra. Contudo convém encher muito devagar, não se esqueçam que choveu 40 dias e 40 noites, pois é, tem de ser mesmo muito lento e em todo o lado ao mesmo tempo, coisa de 20 horas para encher aquilo lentamente é capaz de não andar muito longe da ideia. Por fim, deixem a água evaporar, e garanto-vos que se não aldrabaram, não vão ter estrato nenhum.

Voltando a idade da Terra e do resto do Sistema Solar, temos graças a datação radiométrica uma evidência inegável que a Terra tem muitos milhões de anos. Este tipo de datação baseia-se no decaimento de elementos radioactivos em isótopos estáveis, sendo este parâmetro conhecido como tempo de semi-vida. O tempo de decaimento é bastante preciso e por isso conseguimos saber através da diferença de percentagens do átomo-pai e do átomo-filho a idade absoluta de uma determinada rocha. E as rochas mais antigas que conhecemos têm mais de 4 mil milhões de anos. Obviamente, não é possível que o Universo seja mais novo que isso, tanto é que precisa de ser bem mais velho.

Estes gajos não são propriamente estúpidos, são é completamente apanhados do clima. Eles gostam mesmo de complicar, raio o Big Bang devia ser uma oferta dos deuses, primeiro por ter sido apontada por um padre, Georges Lemaître, e por ter sido aceite por um Papa como aceitável com as crenças. Já agora, hoje saltei a defesa do Big Bang, mas não se habituem, está bem? Enquanto algumas pessoas continuarem a ouvirem estas baboseiras, é que nunca mais saímos do sítio, este é o tipo de coisa que nos retraem como uma espécie. As vezes gostavam que aparecessem uns ETs, e mesmo por mais verdes e óbvios que fossem, desde que descessem de um disco voador, olhassem para estes gajos, olhos nos olhos, e dissessem: Calem-se, estão errados. Estamos cheios das vossas merdas, ou se calam ou entram ali para dentro para fazermos umas experiências maçónicas.

*Piada homofóbica, não resisti…

PS.: O ritual de iniciação maçónico, aqui apresentado não deve ter nada a ver com  a realidade, é inspirado unicamente nas tretas que a maioria dos católicos os tem acusado ao longo dos tempos, é um mito. Já agora alguns erros ortográficos e de sintaxe são esperados, mas não estou com cabeça para andar a rever isto hoje, fica para amanhã. Os mais graves já devem estar corrigidos.


Um cheirinho do que está no forno

Vem para aí, espero que ainda seja para hoje, mais um post sobre este maravilhoso tema. Ainda que não seja directamente relacionado com este mini-comic. Para verem mais deste género, podem dar uma vista de olhos a galeria do autor.


25 Dezembro, 2009

As 5 músicas da vossa banda favorita

Acho que está na hora de fazer aqui uma coisa destas. É simples escolham a vossa banda favorita e escolham as 5 músicas que julgam ser as melhores deles. Ofereço-me como cobaia, como é costume nisto. Levando os Pink Floyd como banda escolhida, eis a minha lista:

  1. Time, com um dos melhores solos que já ouvi, do The Dark Side of the Moon.
  2. Sorrow, definitivamente a melhor do A Momentary Lapse of Reason.
  3. Comfortably Numb, a grande pérola do The Wall.
  4. Sheep, uma das obras primas do Animals.
  5. Echoes, a enorme peça do Meddle, e que segundo a lenda integra-se perfeitamente com a sequência final do 2001: Odisseia no Espaço.

Venham daí as vossas.


Algumas novidades que meti para aqui

Primeiro meti-lhe o suporte ao OpenID. Não faço a mínima como isto funciona, mas como já o tenho há algum tempo e como já tem aparecido o ícone do serviço ao lado de alguns nomes, penso que está a funcionar bem. Pelo menos para fazer o login ele aparece lá, logo a funcionar está.

Segundo é um formulário de contacto, que isto já precisava há muito tempo. Só que aqueles típicos de meter numa página não foram propriamente funcionais e ficavam relativamente feio, e vi-me lixado para atinar o CSS dos que experimentei, em metade desisti a meio caminho. Se estão a ver uma arroba na navbar é um atalho para o dito formulário. Andei a testá-lo com os navegadores que tenho para aqui, e não ficou lá muito bonito nos que usam o motor do Gecko como o Firefox e o Epiphany, para já o título de melhor apresentação vai para o Opera, ainda assim não muito famosa. Já agora até funcionou com o Elinks.

Aproveito para dizer que se usam o NoScript no Firefox o formulário não funciona, isto é, a não ser que autorizem o uso de scripts no blog. Caso não o fizerem serão levados para a terceira novidade, a nova página 404. O Marco foi buscar o Roberto Leal e o Toy como guarda costas, eu por acaso fiquei-me com a Lucy Pinder e a Michelle Marsh.

Não são tão assustadoras, mas a Marsh canta o suficiente para pregar uma dor de cabeça decente a qualquer um com aquele single pop/comercialóide o  I Don’t Do. Mesmo assim, eu sei se que pode não ser o suficiente para limpar uma tentativa de ataque, penso que ambas tenham habilidade suficiente para arranhar e fazer algumas caretas. Se bem que em último caso o infeliz possa ter uma erecção tão grande que morre com um ataque cardíaco. Vendo as coisas assim já não são tão amáveis pois não?

Por fim, abri novamente o registo de utilizadores, não creio que vá ser muito útil, mas é mais uma forma de usar a implementação do OpenID, ou pelo menos evitarem terem de escrever os dados de todas as vezes que comentam. Ei, por aí muito mau querem ver. Aposto que metade de vocês como eu já têm umas vinte contas em sites que já nem sabem que existem, e pior ainda que nem precisam e nem servem para nada.


23 Dezembro, 2009

Spam Astrológico para o Natal

Recebi esta pérola há dias no mail, e de facto é muito estranha. Primeiro pelo nome da dita médium visionária, e pergunto-me se um médium não é automaticamente um visionário. Mas também não pode ser visto que tal coisa não existe. Admitamos que afinal de contas até não gostávamos que fosse verdade, só que a realidade é uma chata, em que tal coisa não é possível.

Primeiro facto engraçado é a posição em que está o símbolo do caranguejo ou “cangarejo” como alguns gostam de dizer. Digam lá que não parece aquela amável sequência de dois números com um significado obscuro? Bem, talvez não obscuro, sexual é mais correcto. E com isto pergunto-me se não é suspeito ter uma tal de Tara a oferecer uma prenda de natal gratuita com um 69 no cartaz?

Sim, gosto muito de astronomia, não de astrologia, desconfio que foi porque isto sempre me pareceu ridículo. A posição de constelações e planetas vai influenciar a minha vida? Mas quem é que disse isto? Só existe um número limitado de astros que realmente interferem com a vida na Terra: o Sol, a Lua e ocasionais cometas e asteróides. Bem, e talvez Júpiter por ocasionalmente desviar da órbita alguns destes ditos cometas e asteróides. Fora disso, é só bonito para a vista.

Para além disso é giro a denotação do 100% grátis. Então, Grátis não é automaticamente 100% grátis? Ou é grátis ou não é. Simples, não é? Ou é de borla ou paga-se. Já agora ela está-nos a tratar por tu ou por você? Recebe = tu;  Sua prenda = você. Das duas uma ou fica Receba a sua prenda ou Recebe a tua prenda, decide-te Tara, assim a gente não pode ficar.

Também não me admira nada. Já viram as pessoas que acreditam nisto? A sério, já lhes deram uma boa vista de olhos? Apontem tudo o que dizem, e terão no fim uma colecção com uma lógica perfeita. Primeiro dizem que a vida de todos é determinada por estes poderes celestiais. Eles irão falar numa força paranormal que não é detectável, da próxima vez que estiverem a desenhar um diagrama de forças juntem-lhes esta Força Especial, mas façam um vector curvo só pelo gozo. Não conseguem explicá-la, não adianta, só dizem que acreditam que há um qualquer coisa que existe, logo porque têm uma “impressão” ela tem de existir.

Infelizmente tenho a dizer que não há nada disso. Estamos por nossa conta. Mas assumindo hipoteticamente que isto é possível, então tudo o que fazemos é determinado. Eu já estava determinado a escrever isto, se bem que eu ache que está no meu poder ainda ir a tempo de eliminar este post, e fazer de conta que nunca existiu.

A parte gira é que sou capaz de apostar que mais de 90% dos maluquinhos que acreditam nisto são os primeiros a defender que um criminoso deve ser castigado. E se possível com pena de morte, não vá desiludir os poderes celestiais. Mas se estamos determinados então o que fazemos não está dentro do nosso poder de decisão, sendo assim não devíamos ser punidos nem gratificados por nada que fazemos.

Sou capaz de apostar que estes astrólogos da treta dos século XXI nem sabem dizer o nome de 20 constelações, a não ser por mera sorte, e muito menos apontá-las no céu. Antigamente ainda o sabiam fazer, agora parece que isso é só para quem não percebe nada do assunto. Já agora qual é a relação entre cartas ou as outras tralhas macumbestas que eles usam para fazer as previsões?

Porque é que um baralho de tarot é melhor que um baralho de cartas comum? Não será possível que os gajos no café a beber cervejas e a jogar uma suecada estejam também a fazer possíveis previsões que precisam de interpretação? Infelizmente para estas coisas das interpretações são uma merda, porque a objectividade de um gajo vai a vida. Uma interpretação pode dar para quase tudo, dependendo do que o interprete quiser quiser que se veja.

Ainda temos os horóscopos dos jornais que é a parte mais estranha disto tudo. Primeiro, os jornais não deviam ter este tipo de tangas metidas lá dentro. Segundo, aposto que os gajos têm 689 textos para cada mês, e que são escolhidos aleatoriamente para lá serem colocados, a cara e o nome que aparecem é só para efeitos decorativos. Terceiro as observações metidas são tão gerais e tão vagas que é normal que ocasionalmente acertem. Mas assim sendo todas as pessoas que nasceram sob o mesmo signo deveriam ter um tipo de dia típico. Quero dizer, se o pessoal que nasceu no signo do Leão vai ter uma promoção, então deveria haver uma promoção em massa para essas pessoas. Por outro lado quem nasceu no de Balança pode sofrer um despedimento em massa, só para manter as coisas equilibradas.

A questão é de onde é que isto apareceu? Não é bem isso, quero dizer, eu sei, foi uma ideia muito brilhante que as pessoas de há milénios se lembraram de organizar. Pelo menos antigamente quando os oráculos falhavam ganhavam como prémio um bilhete de ida para o Inferno. Voltando a questão, isto foi conseguido com o quê? Uma série de testes na população? Verificar o que aconteceu a um grupo de pessoas nascidas em x signo com um grupo nascidas noutro? A resposta é: Não. Claro que se isto fosse feito, toda esta trama era arrumada de uma vez por todas. Ou talvez não, porque infelizmente acabaria por aparecer um iluminado qualquer que ia dizer que foi falha da experiência. Ou que a força não funciona assim, e claro os cegos seguidores iam engolir sem qualquer questão, quando um gajo não quer ver, não vê.


22 Dezembro, 2009

Para recuperarem do Hotlinking


Como podem ver esta não levou maquilhagem, com excepção de algumas pequenas doses de Photoshop, e por enquanto ainda quase insignificantes. Já agora, um obrigado ao Igor Marques por resolver um dilemazinho.


Review ao Philips GoGear Mix

Antes de mais isto é uma espécie de review do leitor SA1MXX04K/02 da Philips, que se tornou o meu novo leitor portátil. Primeiro andei por aí a procura por entre os sites nacionais, só para ter a certeza que estaria disponível, e quando limitei as opções fui pedir uma opinião ao pessoal do PlanetGeek. Também antes de começar a análise propriamente dita, não estou propriamente em grandes condições de fazer isto a um leitor de MP3, porque a minha experiência com este tipo de engenhoca é pequena.

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Vamos então as características, isto é um leitor de MP3 e WAV, oficialmente, mas que também lê FLAC e APE. Não tentei outros formatos como o WMA porque não o uso, mas pelo menos já confirmei que o Vorbis não dá. Também dá para ouvir rádio, pode detectar as estações de rádio automaticamente ou deixar-nos fazê-lo manualmente, ainda incluí uma opção para gravar o que ouvirmos na rádio em formato WAV. Gravador de voz, que não é propriamente grande coisa porque o microfone num dispositivo destes também não é muito sensível, mas deve ser o suficiente para competir com os equivalentes de telemóveis e afins.

Temos um modo de visualização das pastas para se ver o que está dentro do leitor, visto que ele é uma espécie de Pen artilhada, podem levar qualquer ficheiro lá dentro, claro desde que esteja dentro dos limites da memória. E por falar em memória o modelo que tenho aqui tem 4 Gb de memória, mas também para quem quiser um orçamento mais baixo encontra-se o mesmo bicho por 2 Gb.

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Outra  coisa que gostei foram os earphones, que a semelhança de uns headphones também da philips têm um detalhe interessante que são as duas letras imprensas L de Left (Esquerda) e R de Right (Direita). Só por acaso, as que tenho na foto estão ao contrário… Eu podia criticar isto a dizer que estão a tratar os clientes como bestas, mas para um nabo pode dar jeito, se bem que metê-los ao contrário não é muito confortável… e sim, são bem confortáveis quando bem colocados.

Temos ainda três modos de reprodução: Repetir uma, Repetir tudo e Aleatório. Existe ainda o Equalizador com as seguintes opções: Rock, Funk, Hip Hop, Jazz, Clássica, Tecno ainda há a opção de fazer um personalizado. Não esquecer do limitador de volume. A possibilidade de mudar de temas, se bem que esta seja bem inútil existem três temas que só diferem em cor: escuro, azul e rosa. Por acaso dá para rodar o ecrã em 180º para se usar o aparelho ao contrário. Para linguagens há coisa de vinte e tal entre as quais o português europeu e o brasileiro.

Quando o ligam ao PC, directamente por uma porta USB, podem transferir músicas e ele também aproveita para recarregar a bateria de iões de lítio. Não é necessário qualquer software extra, se bem que para Windows ele trás uma coisa qualquer para o efeito, quanto ao Linux é como montar uma simples Pen. O controlo de som é feito por um botão com cada extremidade feita para subir ou descer o volume.

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Reclamo só por uma coisinha pequena, mas que já sabia que ele não o fazia, tocar músicas sem pausas, sim tem ali uma pequenita pausa entre cada faixa. A autonomia confirma-se anda por volta das 25 horas, não as contei na perfeição, mas está lá perto. Tenho dúvidas que consigam encontrar um melhor leitor para este nível pelo preço, está bem conseguido. Quanto a opções de compra há o modelo de 2 Gb por 40 € e o de 4 Gb por 53 €.


Qual é o problema num pouco de Hotlinking?

Esta foi oficialmente a terceira vez que me lixam por andar a pedir emprestadas imagens a outros servidores. Sim admito não o devia fazer e, é uma merda para os outros, pelo menos vão ganhar alguma carga adicional no servidor, mas neste caso é uma coisa mínima, ainda por cima nem foram gamadas… sim há gajos que o fazem, mas só achei que não era necessário, ter de andar a alojar imagens para uma coisa tão pequena.

Enfim, pelo menos só apareceu o maldito macaco ou lá o que era aquele boneco. A parte gira é que andou durante algumas horas por aqui, porque estive fora durante esse tempo. Podiam dar umas 5 ou 6 horas para se remediar, ou enviar um aviso. Pelo menos não foi uma imagem pornográfica, não pelas razões óbvias, mas porque uma das keywords que têm trazido para aqui alguns maluquinhos é tangas abertas.

Já agora que raio de gajo é que vai ao google procurar tangas abertas? Hein? Porquê? Expliquem-me, de tanta pornografia que podem encontrar porque raio tangas abertas? Existe para aqui algum grande segredo que me escapa? Enfim.

Lição n.º 5789: Não faças hotlinking.


Os poderes da maquilhagem e afins

Se já apanharam um cagaço são fraquinhos como o caraças. Qualquer dia arranjo-vos uma imagem em que vão mesmo precisar de se irem lavar. Agora mais a sério, e se bem que poder aqui é tanto da maquilhagem como do penteado, o resultado final é este:

Agora sim têm direito a apanhar um cagaço dos grandes. Sim, claro isto foi um bocado falsificado visto que ela fez de propósito para parecer o mais feia possível na primeira foto, e apanhar a melhor feição no final, ainda assim é uma transformação grande. Para aqueles que quiserem ver o processo com mais algumas fotografias e já agora ver de onde roubei estas, eis o Link.